Belo Horizonte é a cidade com maior número de botecos por habitante e por metro quadrado. A vida social é nos bares, onde o mineiro confraterniza com a família e os amigos entre uma bebida e um petisco.

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Boteco à noite em Belo Horizonte créditos: Who Trips

Em esplanadas ou no interior dos botecos em Belo Horizonte o ambiente é descontraído e recheado da gastronomia brasileira.
Restaurantes mais ecléticos ou populares, nas cidades, no campo ou em locais turísticos, fazem gala da gastronomia mineira e muitos chefs vão apurando os sabores e o requinte da culinária local.

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Restaurante em Belo Horizonte créditos: Who Trips

Com reconhecimento internacional. São frequentes festivais gastronómicos, feiras e mercados (mais de 150) e cerca de duas dezenas de roteiros gastronómicos.

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Refeição numa esplanada de Belo Horizonte créditos: Who Trips

Não têm praia mas têm comida e está sempre presente.

Não se estranha, assim, que nos estudos de opinião junto de turistas, 24% afirmem que a imagem determinante do Estado de Minas Gerais é a gastronomia.

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Pão de queijo créditos: Who Trips

Fica mais na memória o pão de queijo do que as montanhas.
Outros estudos confirmam que a gastronomia é o souvenir de Minas. Os turistas levam sempre presentes como doces, queijo, café, cachaça... Os locais fazem o mesmo quando visitam amigos e levam um presente.

A juntar a todo este contexto, o Estado de Minas Gerais é rico em produtos de grande qualidade e tem uma forte produção.

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Cachaça créditos: Who Trips

Ricardo Faria, Secretário de Estado do Turismo de Minas Gerais, salienta, com algum orgulho, que “54% do café produzido no Brasil é de Minas Gerais, somos o maior produtor de cachaça artesanal no Brasil e um dos maiores no mundo. Temos também a produção de queijos e muitas marcas de referência”. São também os maiores produtores de leite do Brasil.

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Queijos de Minas Gerais créditos: Who Trips

A juntar a estes “ingredientes”, somam-se outros atributos desenvolvidos pelo governo e entidades privadas que colocam a gastronomia como um eixo central de promoção de Minas Gerais e um pólo de desenvolvimento económico gerador de inclusão social.

+Gastronomia

O governo do Estado de Minas Gerais lançou este ano o +Gastronomia que “tem como objetivo integrar todas as iniciativas que compreendem a cadeia produtiva da gastronomia”.

Ainda nas palavras de Ricardo Faria esta é uma atividade “estratégica, a gastronomia é o nosso posicionamento”. O +Gastronomia é desenvolvido em articulação com entidades privadas. Pretendem criar sinergias num processo que envolve todos os agentes relacionados com a gastronomia.

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Instalações da Mineiraria créditos: Who Trips

Um dos instrumentos que muito em breve estará em execução é a Mineiraria, que “vai ser a casa do +Gastronomia, uma casa agregadora, não é apenas um restaurante ou um espaço para eventos”, assegura Marina Simião, do Servas, uma das muitas entidades envolvidas no projeto.

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Instalações da Mineiraria créditos: Who Trips

O edifício histórico já foi recuperado e está próximo de um dos pólos culturais da cidade de Belo Horizonte. A Mineiraria já tem alguma atividade e está projetado ter uma grande variedade de iniciativas, desde o lançamento de produtos, apresentações, aulas de chefs, entre outras.

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Mapa Gastronómico de Minas Gerais créditos: Who Trips

Uma das iniciativas que já teve lugar foi a apresentação do Mapa Gastronómico de Minas Gerais. Trata-se de um roteiro que visa orientar o visitante e promover a gastronomia através de circuitos turísticos. O Mapa tem um levantamento dos festivais gastronómicos, produtores locais e roteiros gastronómicos em todo o Estado de Minas Gerais. Pode ser consultado online. A ideia é acrescentar valor.

Minas Gerais é apresentado como um destino cultural, com um excelente património histórico e arquitectónico. Conforme sublinha Ricardo Faria, “80% do património histórico do Brasil classificado pela Unesco está em Minas Gerais. Temos Ouro Preto, Congonhas, o Centro Histórico de Diamantina e, mais recentemente, a Pampulha, em Belo Horizonte. À cultura queremos associar o valor da gastronomia".

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Figado acebolado com fojó - tradição do Mercado Central créditos: Who Trips

Gastronomia como instrumento de inclusão social

As autoridades locais esperam ainda que a aposta na gastronomia seja um instrumento relevante para o crescimento económico em particular de pequenos produtores e empreendedores individuais ou familiares que apostem na criação do seu próprio emprego. Para consolidar esta estratégia uma das orientações que está a ser seguida é a formação.

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Cozinha Escola Mineira créditos: Who Trips

Por exemplo, no Mercado Central há uma estrutura da Mineiraria que funciona como Cozinha Escola Mineira. Todos os dias há aulas, são gratuitas e exige-se apenas uma inscrição prévia. São destinadas a profissionais e amadores. Esperam, deste modo, melhorar a qualidade dos serviços na área da restauração, impulsionar novos negócios e fazer da gastronomia uma actividade que permita a criação de empregos com estruturas familiares.

A viagem a Belo Horizonte foi a convite da SETUR e do Festival Fartura. A TAP tem voo direto a partir de Lisboa.

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