“Durante estes anos as entidades envolvidas têm garantido que haja a possibilidade de os emigrantes de longa duração, com décadas de afastamento da sua terra natal, possam voltar às origens”, disse à Lusa José Alho, vogal do conselho de administração da Fundação Inatel.

Para o responsável, é “uma enorme felicidade” poder proporcionar a experiência a pessoas que, por diferentes adversidades, financeiras ou não, ficaram impedidas de voltar a ver a terra onde nasceram e cresceram.

“Décadas depois, vêm reviver os territórios, ligeiramente diferentes com a evolução, mas sobretudo reviver memórias. Trata-se de um programa com carga efetiva e emocional muito forte e penso que é a melhor recompensa para as diversas entidades que promovem este programa em contínuo”, considerou.

José Alho avançou que o programa é para manter por “muitos e longos anos”, assegurando que a Fundação Inatel está disponível para continuar a liderar a parceria.

No entanto, acrescentou, o ideal seria conseguir evitar cenários em que as pessoas ficam largas décadas afastadas do seu país de origem.

“O que eu desejaria mesmo, fugindo um pouco àquilo que é a nossa responsabilidade institucional […], era que conseguíssemos enquanto sociedade criar as condições para que situações dramáticas desta intensidade não acontecessem, que as pessoas tivessem por si a possibilidade de voltar com viagens mais baratas e acessíveis”, avançou.

Na edição dos 20 anos do “Portugal no Coração” os participantes visitaram este mês vários locais emblemáticos em Viana do Castelo, Porto, Braga, Lisboa, Cascais, Sintra, Fátima, Aveiro, Caldas da Rainha, Óbidos, Setúbal, Faro, Portimão e Lagoa.

O programa é promovido juntamente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, a transportadora TAP e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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