Quando se pensa em Dublin, invariavelmente, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a cerveja Guinness e o dia de St. Patrick. Confesso que, pelo menos para mim, era assim. A cidade tem uma população jovem e calorosa e muitas das suas atrações, de facto, têm cariz alcoólico. O risco de acabar uma visita feliz, mas com uma tremenda ressaca é grande, mas não tem necessariamente de ser assim.  Em 24 horas há muito mais para conhecer e explorar em Dublin.

Chegar a Dublin

O Dublin Express é a forma mais simples e barata de viajar entre o Aeroporto Internacional de Dublin e o centro da cidade. O bilhete de ida e volta custa 9 euros e o bus faz 15 paragens incluindo em Temple Bar, Trinity College, O'Connell Street e Heuston Station. Parte do lado de fora dos terminais 1 e 2 e tem Wi-Fi gratuito. Pode consultar horários e comprar o bilhete on-line aqui.

O que visitar

Comece o seu passeio pela Grafton Street, a rua principal de Dublin. Pode ser uma das ruas mais caras para fazer compras, mas, com os seus homens-estátua, músicos e outros artistas de rua, é também uma das mais animadas. Beba um café ou um chocolate quente no Butlers e depois siga para O'Connell Street para ver uma parte essencial da história da Irlanda — o General Post Office (GPO) Museum. O museu é uma experiência imersiva e interativa que conta a história do Levante da Páscoa de 1916, que conduziu à declaração de independência e à história moderna da Irlanda. Não perca o filme central especialmente criado para colocar o visitante bem no meio da ação do Levante.

Terminada a visita ao museu, siga a pé para o Trinity College. Esta universidade fundada em 1592 é um lugar especial e em si bastante impressionante, mas as principais atrações estão no seu interior, nomeadamente na sua belíssima biblioteca de tetos altos abobadados, em madeira, que parece saída de um filme do Harry Potter.

A biblioteca guarda 250.000 dos livros mais antigos do mundo, incluindo o Livro de Kells  um precioso manuscrito do século IX. A biblioteca abriga também um dos tesouros mais relevantes da Irlanda: uma harpa do século XV que é hoje o emblema do país.

Dublin
créditos: PxHere

A uma curta caminhada do Trinity College, fica a Merrion Square — uma linda e elegante praça com jardim, construída no final do século XVIII, cercada por casas de estilo georgiano, com portas de cores vibrantes. Reza a lenda que as mulheres começaram a pintar as portas de cores diferentes porque os maridos voltavam bêbados e enganavam-se na casa. Com portas de cores diferentes deixaram de ter desculpa para acabar a noite na cama errada.

Muitas das casas têm placas com informações de pessoas famosas que lá moraram, como Oscar Wilde, W. B. Yeats e Daniel O'Connell.

Dublin
créditos: PxHere

A beleza de uma cidade do tamanho de Dublin é que realmente podemos caminhar entre atrações sem perder muito tempo, por isso da Merrion Square siga logo para a  Guinness Storehouse que fica a cerca de 35 minutos a pé de distância, porque ir a Dublin e não visitar a Guinness é, como diz o ditado, ir a Roma e não ver o Papa.

A famosa cervejeira oferece uma visita guiada que permite descobrir a história da marca irlandesa favorita em todo o mundo, ver como é fabricada a icónica stout preta e ainda provar algumas das suas variantes. Aproveite para almoçar no 1837 Bar e Brasserie ou no Arthur's Bar onde poderá experimentar alguns pratos inspirados na cerveja Guinness e, em seguida, visitar o Gravity Bar e desfrutar de um pint de Guinness (incluído no preço da visita) enquanto aprecia as vistas de 360º graus sobre Dublin.

O Guinness Storehouse oferece muitas experiências diferentes. Podem verificar todas as opções e os preços dos bilhetes (que podem ser comprados on-line) aqui.

Dublin
créditos: Steven Lek - https://commons.wikimedia.org/wiki/User:Tukka

Depois do almoço na Guinness Storehouse, dirija-se até à Catedral de St. Patrick, a maior igreja da Irlanda, dedicada ao seu santo padroeiro. Foi construída em 1191 e tem belíssimos vitrais.

Se para além de cerveja aprecia um bom whisky, não deixe igualmente de fazer uma visita guiada à Destilaria Jameson. Durante a visita são explicados os processos de destilação, a moagem e a maturação da bebida. No fim é feita uma degustação de whisky que ensina os menos versados nestas áreas a diferenciar a qualidade da bebida irlandesa frente à escocesa e americana.

Se ainda estiver em condições depois de toda a Guinness e whisky que provou, siga para Dublinia. Neste museu/exposição vai descobrir como era Dublin no tempo dos Vikings e na era medieval. É uma atração divertida pois pode-se pegar em objetos como espadas e armaduras, tocar nos personagens e vestir as suas roupas.

Continue no tema histórico e visite o Castelo De Dublin, um castelo bem preservado, que remonta ao início do século XIII. 

Dublin
créditos: wikimedia commons - J.-H. Janßen

Desça do Castelo até ao Rio Liffey, o rio que atravessa Dublin. É muito agradável caminhar ao lado do rio, tirar fotografias ou fazer um passeio de barco. Os cruzeiros no rio duram cerca de 45 minutos e tem um guia que explica a história de Dublin desde a chegada dos Vikings até aos tempos modernos.

Termine o dia em Temple Bar, na margem sul do rio Liffey. Temple Bar, ao contrário do que possa pensar não é um único bar, mas sim um animado bairro com diversos restaurantes, pubs e bares irlandeses com música ao vivo. Aqui há sempre muitos turistas e a diversão é garantida. 

Jante no Rustic Stone (17 South Great George's Street) que combina gastronomia moderna com o rústico irlandês e tem boa comida preparada com produtos locais e sazonais, e depois acabe a noite no McDaids (3 Harry St), um famoso pub que já foi uma morgue, uma capela e é também o pub mencionado na abertura do conto de James Joyce “Grace”. Este era o lugar favorito do famoso autor e de outros grandes escritores e dramaturgos irlandeses. No McDaids pode ouvir jazz e blues e encontrar uma atmosfera relaxada, autêntica e cheia de história.

Dublin
créditos: Ulrika - https://www.flickr.com/photos/ullisandersson/4932681127

Brinde (mais uma vez) a um dia cheio e despeça-se de Dublin... só não faça muitos planos para o dia seguinte, porque acordar pode ser difícil!

Para mais inspiração, roteiros e ideias de viagem espreitem o The Travellight World e minha página de Instagram

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