O Nuno Milagaia foi o meu guia, é coordenador pedagógico e devo confessar que eu próprio também fiquei fascinado com a visita ao Centro de Ciência Viva de Constância e Parque Astronómico. É difícil dizer o que mais gostei.

Talvez o parque exterior com os módulos sobre o sistema solar e o planetário onde se pode ver o céu noturno.

Centro de Ciência Viva de Constância
Imagem no planetário créditos: Who Trips

É verdadeiramente deslumbrante descobrir objetos no céu profundo e ver astros em várias perspetivas e a partir de imagens do telescópio espacial Hubble. É como se estivesse no cockpit de uma nave espacial. Fascinante.

Centro de Ciência Viva de Constância
A rotação da Terra créditos: Who Trips

Os módulos do parque exterior são interessantes devido aos conhecimentos facultados através do movimento de objetos que nos permitem entender melhor o nosso sistema solar e a pequenez do planeta Terra.

Centro de Ciência Viva de Constância
A orientação pela Estrela Polar créditos: Who Trips

Percebemos melhor o movimento de alguns planetas e porque a Estrela Polar é uma referência para nossa orientação. O nosso corpo a fazer de relógio solar e até como se confecciona uma refeição muito rapidamente com um fogão a energia solar.

Um outro espaço muito interessante é a Física do Voo. Um avião a jacto da Força Aérea Portuguesa, um Lockeed T33, é o elemento central e os visitantes podem sentar-se no cockpit e perceber como algumas leis da física são determinantes na aeronáutica.

Centro de Ciência Viva de Constância
Lockeed T33 créditos: Who Trips

Uma outra experiência é andar num giroscópio humano, um equipamento concebido pela Nasa para treinar pilotos numa situação de descontrolo da nave. Andar é uma forma de expressão. É um corrupio giratório.

Centro de Ciência Viva de Constância
A resistência de um astronauta créditos: Who Trips

Diz o Nuno Milagaia que os mais novos estão sempre recetivos para esta experiência. Talvez alguns alimentem a expectativa de um dia virem a ser astronautas. No mesmo local ficam a saber que têm de ter uma boa capacidade física e de recuperação porque, por exemplo, na primeira semana no espaço o coração perde um quarto do seu tamanho.

O Centro tem ainda um observatório solar. Através de vários equipamentos conseguimos avaliar o comportamento da estrela e descobrir a sua impressão digital através do espectro da imagem e de elementos químicos.

Centro de Ciência Viva de Constância
Centro de Ciência Viva de Constância créditos: Who Trips

O Centro está no alto de uma serra, próximo de Constância e está aberto ao público de terça a domingo e aos sábados há visitas noturnas para ver o sistema solar através dos cinco telescópios

Máximo Ferreira, coordenador científico do Centro e com uma longa experiência como investigador e divulgador da ciência diz que em Constância há uma adesão muito positiva, apesar dos problemas resultantes da interioridade. O balanço que faz dos 13 anos do Centro é muito positivo porque está a ser cumprido o principal objetivo que é o de divulgar a ciência e aqui através da astronomia.

Centro de Ciência Viva de Constância
créditos: Who Trips

Têm tido uma resposta muito positiva dos professores e, por outro lado, alguns dos cientistas portugueses despertaram para a ciência neste tipo de ações como por exemplo, a Astrofesta, que vai comemorar em Constância os 25 anos.

Viva a Ciência em Constância! faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, Viva a Ciência em Constância!, pode ouvir aqui

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