As Aldeias Históricas de Portugal guardam inúmeras histórias de conquistas, guerras, lendas e tradições ancestrais. No cimo das montanhas, "distinguem-se à distância pelas torres dos seus castelos medievais e pela natureza intacta que as rodeia".

O percurso conta com um total de 12 cidades que, neste verão, se apresentam como destinos seguros e sustentáveis. O jornal espanhol El Mundo criou uma seleção com as "seis essenciais", para onde vai querer fugir neste verão.

Piódão

Reconhecida como local de Interesse Público, "esta aldeia escondida numa paisagem de socalcos parece algo saído de uma história", descreve a publicação. Estende-se "como um presépio" numa encosta da Serra do Açor e, talvez por isso, não necessitou de fortificação. A visita envolve perder-se nas suas ruas estreitas e íngremes.

Piódão 

Linhares da Beira

Linhares da Beira desfruta de "uma espantosa vista panorâmica do território". As ruínas de uma estrada romana próxima atestam a sua localização privilegiada. A aldeia também foi ocupada por visigodos e muçulmanos até ser conquistada por D. Afonso Henriques, mas seria o Rei D. Dinis, no século XIII, que faria do castelo uma das mais importantes fortalezas góticas da região. Desde então a aldeia "vive à sombra das suas muralhas com um bom repertório de ruas sinuosas e casas de granito com portas e janelas manuelinas".

Linhares da Beira

Sortelha

A 760 metros de altitude e rodeada por grossas muralhas, "Sortelha e o seu imponente castelo do século XIII ainda parecem ancorados até hoje." José Saramago descreveu-a na sua Viagem a Portugal: “Entrar em Sortelha é entrar na Idade Média”.

Sortelha

Almeida

Vistas de cima, as muralhas de Almeida formam uma estrela de doze pontas que pode ser percorrida de uma ponta à outra. Foi construída no século XVII à volta da vila e apesar dos sucessivos ataques espanhóis (fica a apenas 12 km da fronteira) ninguém conseguiu invadir a fortaleza ... até à chegada das tropas napoleónicas. "Os números impressionam: 2.500 metros de muralha, seis baluartes e um fosso de 12 metros de profundidade e 62 metros de largura que dificulta a passagem dos invasores".

Almeida

Idanha-a-Velha

"A Civitas Igaeditanorum romana; a Visigótica Egitânia que cunhou moedas de ouro para quase todos os reis visigodos; a Idânia muçulmana quando se tornou uma cidade quase tão próspera como Lisboa...", enumera o El Mundo. Tudo isto foi Idanha-a-Velha, ainda hoje com as suas muralhas e castelo, e com uma catedral visigótica única na Península Ibérica A publicação espanhola sugere uma visita à ponte romana sobre o rio Pônsul, ao forno comunitário e o lagar de varas.

Idanha-a-Velha

Monsanto

Com o título de aldeia "mais portuguesa de Portugal", concedido em 1938, conta com um dos mais imponentes castelos da Beira Interior. Em Monsanto costuma-se dizer que "nunca se sabe se a casa nasce da pedra ou a pedra nasce da casa ”. Na verdade, algumas das casas aproveitam as grandes pedras de granito como paredes, sendo que uma das mais conhecidas tem um único bloco de pedra como telhado, sendo chamada de 'casa de uma só telha'. O El Mundo sugere uma visita à Torre de Lucano (século XIV) coroada por um galo de prata, o prémio oferecido a Monsanto quando foi  nomeada como a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal.

Monsanto
Monsanto

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