
As visitas podem ser marcadas no site do palácio e é o primeiro passo para descobrir um dos mais importantes exemplos de arquitectura senhorial.

A casa começou a ser construída em 1644 mas o grande impulso foi no século XVIII e a construção e decoração demorou quase um século, três gerações da família Paes do Amaral.

A casa tem uma fachada tipicamente portuguesa mas outras partes e o interior têm uma forte influência italiana, resultante das frequentes visitas da família a Itália.

No interior, Miguel Paes do Amaral destaca a colecção de azulejos que são do século XVIII e considera que talvez seja a melhor colecção em Portugal de azulejos barrocos. Foram fabricados em Coimbra.

A casa tem ainda uma relevante colecção de objectos decorativos e de quadros de pintores como o veneziano Pellegrini e Filippo Giannetti. Paes do Amaral sublinha que esta colecção nunca se desmembrou, mantém-se intacta.

O palácio tem dois jardins e uma mata, também plantada no século XVIII e ao todo são 60 hectares, localizados no centro de Mangualde.

O mais notório é a fachada cor de rosa da casa mas o interior murado tem uma vinha com cerca de 10 hectares. Já no século XVIII o vinho era produzido no palácio, em lagares de pedra que podem ser vistos na adega.

O palácio serviu de residência à família Paes de Amaral e a casa hospedou figuras relevantes da história portuguesa como o rei D. Luís I. O general André Massena também residiu no palácio quando das invasões francesas.
Visitas ao Palácio dos Condes de Anadia em Mangualde faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, Visitas ao Palácio dos Condes de Anadia em Mangualde, pode ouvir aqui.
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