Piódão faz parte de modo natural do roteiro do xisto na serra do Açor. Devido ao material utilizado nas casas, à arquitetura tradicional e ao modo de vida da comunidade local. Até no destaque da igreja em relação ao resto do casario por estar rebocada e pintada de branco.

Piódão
Vista ao longe créditos: Who Trips

Outros elementos comuns são a pastorícia, a eira e outros espaços comunitários e o aproveitamento dos cursos de água que agora, após a desertificação e a chegada do turismo, são aproveitados para praias fluviais.

Piódão
Ribeira de Piódão créditos: andarilho.pt

A de Piódão fica no fundo do vale, é bonita e fresca, mas não se compara com a pérola que é Foz d’Égua. Fica próximo do Piódão e há percursos pedestres que ligam os dois lugares.

Foz d'Égua
créditos: andarilho.pt

Foz d’Égua é espetacular com a junção das duas ribeiras e o enquadramento natural. É obrigatório fazer a subida pela encosta até ao pequeno santuário. Só a vista justifica o esforço.

Aqui tem mais informação sobre Piódão (recomenda-se visitar fora de Agosto) e Foz d’Égua.

Uma outra vista espetacular para o Piódão e Foz d’Égua é no cume do Monte do Colcurinho.

Monte do Colcurinho
Vista do Monte do Colcurinho créditos: andarilho.pt

É um dos pontos mais altos desta zona da serra do Açor e oferece-nos uma vista que vai da Figueira da Foz à zona espanhola de Salamanca. Fica a cerca de 10 km de Piódão e é uma das ligações à serra da Estrela. Leva-nos para outra Aldeia do Xisto, a Aldeia das Dez.

Santuário de N. Senhora das Preces
Santuário de N. Senhora das Preces créditos: andarilho.pt

No caminho passamos ainda pelo Santuário de Nossa Senhora das Preces. As paisagens, o património natural e religioso obrigam a uma paragem.

Penedo da Saudade - serra do Açor
Miradouro Penedo da Saudade, Aldeia das Dez créditos: andarilho.pt

Aldeia das Dez é também conhecida pelos seus miradouros. Dentro da aldeia e na estrada de acesso, como é exemplo o Penedo da Saudade. No entanto, vai ter uma surpresa porque, apesar de ser uma Aldeia do Xisto, rareia esta pedra e domina o granito.

Aqui tem mais informação sobre Aldeia das Dez

O percurso seguinte é outra surpresa. Descemos até à Ponte das Três Entradas e acompanhamos a ribeiro de Alvoco, em sentido contrário ao seu percurso.

Vide
Ribeira de Alvoco em Vide créditos: andarilho.pt

Em Vide há caminho de regresso a Piódão e pode seguir o rasto de gravuras rupestres (em Chãs de Égua há um centro interpretativo). A sugestão é seguir em frente, entre o sopé da Estrela e do Açor. Cerca de uma dezena de quilómetros depois de Vide, encontra um desvio para o Poço da Broca.

Poço da Broca
Praia fluvial, Poço da Broca créditos: andarilho.pt

É uma praia fluvial com várias cascatas que oferece momentos de relaxe.

Regressamos à via principal e seguimos para Sobral de S. Miguel. Um pouco antes de chegarmos, na encosta, faça uma paragem e contemple de longe a aldeia.

Sobral de São Miguel
Moinho de água de Sobral de S. Miguel créditos: andarilho.pt

O olhar acompanha a ribeira de Porsim, a zona antiga e de xisto e descobrimos o segredo de S. Miguel. Um passeio nas ruas estreitas que desaguam na ribeira, a descoberta do moinho e da fonte são visitas obrigatórias.

Aqui tem informação detalhada sobre Sobral de S. Miguel.

O regresso a Piódão não é longe, mas é um pouco demorado porque voltamos a estradas apertadas e com muitas curvas.

O percurso seguinte é para o outro lado da serra do Açor, para os concelhos de Arganil e Proença-a-Nova. Vamos andar pelas Aldeias do Xisto de Vila Cova de Alva, Benfeita e Fajão. No entanto, muitas outras localidades mereciam igual mérito, em particular devido ao património natural.

Vamos a um dos rios que marca esta região, o Alva, e que oferece frescura, paisagens interessantes e praias fluviais em várias localidades a visitar, como por exemplo, Coja e Arganil.

Vila Cova de Alva
Vista do miradouro créditos: Who Trips

O destino é Vila Cova de Alva. Na estrada, um pouco antes da entrada na aldeia, tempos de parar e assistir a uma das paisagens mais deslumbrantes desta zona: o rio Alva a passar entre Vila Cova de Alva e Vila Cova da Beira. A primeira faz parte do concelho de Arganil, a segunda integra o município de Oliveira do Hospital. A passagem é feita pela ponte da “alminha” e junto ao rio aproveita-se a praia fluvial.

Vila Cova de Alva
Convento de Santo António em Vila Cova de Alva créditos: andarilho.pt

Vale a pena um passeio por Vila Cova de Alva e descobrir solares, chafarizes e património religioso.

Aqui pode ver mais informação sobre Vila Cova de Alva.

Benfeita é, nesta zona do Açor, das aldeias mais conhecidas.

Torre da Paz em Benfeita
Torre da Paz em Benfeita créditos: andarilho.pt

Por ser um lugar de passagem, pela torre (o sino, todos os anos, a 7 de Maio, dá 1620 badaladas, tantos quantos os dias da Segunda Grande Guerra) e por estar próximo da Mata da Margaça e da Fraga da Pena.

Benfeita
Fraga da Pena créditos: andarilho.pt

Em Benfeita também nos podemos refrescar, numa praia fluvial, após a junção das duas ribeiras. É igualmente interessante um passeio na área mais antiga da aldeia.

Aqui encontra mais informação sobre Benfeita.

Terminamos em Fajão. Está escondida na serra do Açor e é o centro do círculo definido por Pampilhosa da Serra (a sede de concelho), Piódão, Arganil e Góis.

Fajão
créditos: andarilho.pt

Está protegida por uma encosta da serra e por cristas quartzíticas. Uma parte significativa da aldeia foi restaurada com o xisto a ficar à mostra. Tem dois museus, um ótimo restaurante e piscinas que funcionam como um miradouro para a aldeia e a serra.

Fajão
créditos: andarilho.pt

Há vários caminhos pedestres e aproveitamento de cursos de água para lazer.

Aqui encontra reportagem sobre Fajão.

Na serra do Açor as deslocações devem ser feitas com tempo. Não é apenas pelo caminho sinuoso. É também pelas paisagens enormes que envolvem vales com vários quilómetros de profundidade e com pequenos aldeamentos dispersos nas encostas.

Serra do Açor
créditos: andarilho.pt

Contemplar a vista e o esforço humano para garantir a sobrevivência em lugares tão recônditos.

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