Fica na província de Itália que possui mais identidade, até no DNA, pois os locais não partilham as mesmas origens genéticas que os italianos e sofreram cerca de 25 invasões ao longo da sua história. Tanto que há quem não saiba de onde vêm as cores da sua bandeira.

Palermo pode ser uma cidade difícil de amar ao princípio, especialmente se estiver habituado a Roma ou Milão, mas deixe-se perder pelas ruas e pelos monumentos e não ficará decepcionado. Aqui, pode visitar o castelo dos reis normandos, caminhar em mercados regionais onde se canta para vender os vegetais e o peixe, com a qualidade distinta de um solo vulcânico, e relembrar os tempos em que a cidade foi uma estrela do século XIX.

É uma cidade portuária e uma grande parte foi readaptada (há quem diga que o processo ainda está a ser feito) depois dos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, o que lhe confere um misto de história e modernismo.

Um canto curioso é a Fonte da Vergonha, uma fonte com nus que foi construída à porta de um convento e, de acordo com a lenda urbana, levou as freiras ora a coser roupa para as estátuas ou a pegar em martelos e tentar censurar as partes mais sensíveis das estátuas. Estas freiras são de Santa Catarina, que pode visitar, sendo uma das igrejas mais bem-decoradas da região. Isto deve-se a ser um convento para jovens meninas de classe alta, maioritariamente filhas mais novas que não tinham dote para o casamento.

A Catedral de Palermo demonstra muito sobre a mentalidade dos seus habitantes, assim como as influências históricas locais. Esta ilha foi invadida por árabes e romanos, e ambos os estilos podem ser encontrados na construção desta casa religiosa.

O Teatro Máximo é também paragem obrigatória. Este teatro apareceu no filme “O Padrinho” e é uma conceituada e histórica casa de ópera.

Também há vestígios bizantinos, como a Igreja dos Cruzados, assim como edifícios feitos pelos mercadores asiáticos e pelas influências das modas do Barroco, mais efervescente e dramático.

Pode deslocar-se entre estes locais históricos, no centro da cidade, de carruagem, o que lhe permitirá absorver ainda mais a cultura local.

Quanto ao alojamento, pode recorrer ao alojamento local, para assim experimentar produtos locais e tentar cozinhá-los. Quanto ao fruto local, o Ficci Dentia, deve pedir ao vendedor para os descascar primeiro, pois o fruto é espinhoso e pode ferir quem não está habituado a descascá-los.

Para terminar o dia, opte por um mercado local noturno, onde pode comprar um prato local feito numa barraca. Vários vendedores têm “estilos de fazer churrasco” diferentes. Para os menos aventureiros, vários restaurantes turísticos servem pratos mais seguros, como pellenne e pizzas.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Viagens. Semanalmente. No seu email.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.