No seu ponto mais conhecido - a Plaza de Armas - localiza-se a Catedral, o Edifício do Governo e alguns ministérios. A cor amarela das paredes contrasta com lindíssimas e altas varandas de madeira escura, quais marquises trabalhadas. No centro da Praça, uma fonte atrai miúdos e pombos que ali se refrescam.

Deambulo por Lima sem destino fixo, entrando numa ou noutra igreja e apenas saboreando a cidade. Muitas lojas, muitos vendedores de rua e alguns sem-abrigo. Paro finalmente para almoçar e me despedir com um último ceviche, servido na perfeição com uma limonada a acompanhar. Continuo caminho, atravessando um mercado de rua que mais parece uma Feira da Ladra, tal é a variedade de oferta e quantidade de artigos em segunda mão que se vendem.

A tarde aproxima-se do fim e chamo um táxi até Miraflores, conhecida como a melhor zona da cidade. Defronte para o mar, Miraflores e os bairros circundantes fogem da aparência da restante Lima, afirmando-se como uma sub-cidade mais moderna e mais aprazível para estar e viver, um verdadeiro micro-cosmos que não reflecte a percepção anterior. De pedras em vez de areia, com o vento em sentido contrário, a praia revela-se pouco convidativa mas a marginal encontra-se cheia de gente que passeia em família.

Está frio (setembro e outubro são os meses mais frios em Lima) e não faço por ficar, desconhecendo que talvez o melhor de Lima - o Barranco, bairro de pintores, com street art e simpáticos cafés - existe. Viria mais tarde a receber pelas redes sociais várias sugestões para ter visitado o mesmo, o que provavelmente teria acontecido caso não tivesse havido tamanho "blackout".

O corpo pede descanso, pois no dia seguinte segue-se uma viagem de quase 14 horas até Lisboa. Despeço-me com saudade da América do Sul que reafirma o seu lugar no meu coração e prometo voltar, porque desta zona do mundo não há como dizer "adeus".

Julgo que a magia do Peru se encontra no alto das montanhas, no fundo dos vales, nas cores dos ponchos e nos folhos das saias, nos passos demorados em altitude, no emanar do calor das lamas e alpacas, no copo fervente de chá de coca, no deslizar da canoa dentro do rio, no sabor meio ácido de um ceviche acabado de fazer. O Peru correspondeu às expectativas, e mais tempo houvesse para explorar o que faltava.

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