Assim ‘agarrei’ numa boa agência (Slide In Travel) e voei até ao México. Que aventuras tenho para vos narrar, sítios, pessoas, temperaturas e sensações! Ah, e até noiva fiquei. Muitas novidades, por ora urgem as que interessam ao grande público.

Sem dúvida o México é um de dois destinos mais desejados e seguros para viajar e visitar nesta fase à qual ainda não podemos chamar de pós-pandémica, afinal. A pandemia recuou monstruosa e também em Portugal, daí que se deve preparar, pois eu não escrevo apenas artigos de coisas bonitas das viagens, mas a realidade que precisamos ter ‘à mão’ para não ter uma ansiedade súbita nas portas de embarque ou na imigração do aeroporto.

Eis o que precisa de saber, caso esteja já prontinho para fazer o check-in e que quase ninguém efetivamente sabe: se for para o México e outros países que estão com trânsito livre atualmente quanto a vacinas, sem necessidade de PCR negativo à entrada do país, prepare-se pois tudo muda da noite para o dia e vice-versa. Comprei uma viagem para o México e um dos principais motivos foi o meu mais comum: participar num congresso científico. Sou missionária da ciência e com orgulho. Pouco orgulho tenho em saber que os portugueses ficam quase barrados ou com voos cancelados e todos alterados na hora H do check-in. Sim, aconteceu-me e pode acontecer-lhe a si. E cabe-nos a nós, viajantes e escritores, avisar.

De Portugal para o México: voos alterados, testes PCR e formulários. Eis o que tem de saber antes do check-in

Calma, tendo uma boa agência e sorte lunar o seu voo não vai ser assim, num ápice, cancelado. Vai ser reorganizado em dois voos regulares: Lisboa-Madrid-México. O que era um direto agradável Lisboa-Cancún tornou-se um bocadinho maior no trajeto com a paragem em Madrid. Todavia, a questão não é esta que altera o seu plano e pode irritar até um sertanejo: se lhe retirarem o voo direto (e não fazem atenção ao preço que pagou) isto so«significa que vai ter de realizar o PCR que era uma despesa a menos e um descanso garantido enquanto estava a fazer a mala enorme de porão e a de cabine. Como fazer para parecer um cenário simples? Vou ajudar: ligar para o balcão TAP Premium e pedir urgência na marcação do teste PCR 48 horas antes. Na verdade, nem precisa ligar para o balcão, basta lá chegar e verá duas filas: a fila para as pessoas com marcação que era o meu caso e a fila para os passageiros sem marcação. Ambas andam rápido e nem se justifica ter de reservar (mas, vá, jogue pelo seguro). Não se admire com a ausência plena de distância de segurança na fila para os testes. Ignore, inale e exale.

Depois o teste é feito num par de minutos e paga 90 euros (quem voa pela IBERIA, por exemplo, para Madrid; normalmente são 85 euros). São analisadas as duas narinas com muito cuidado no nosso aeroporto de Lisboa e em menos de 24 horas recebe o resultado no email. Ufa, mesmo sabendo que anda saudável… o ritmo cardíaco aperta ligeiramente. Com o PCR negativo, há mais coisas a saber e que faz com que muitos passageiros pareçam estar a encetar a viagem à lua: dois questionários têm de ser preenchidos. No caso do México, com a parada em Madrid: questionário sanitário para entrar em Madrid sem o qual não consegue mesmo entrar! E o questionário sanitário para entrar no México: este não tem nada de fácil e, por vezes, nem o espanhol. Mas, tudo com calma se faz e o QR CODE aparece nas sms e emails dos vossos smartphones.

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E o caso de passageiros com menor experiência com um smartphone ou email? Pois: calma, que no México nos dão um pequenino documento sanitário, em papel, para preencher ali mesmo antes de passar o controlo. Esse documento auxilia “as pessoas de terceira idade” como gritava um senhor simpático mexicano no controlo, no aeroporto de Cancún. Mas no meio do alvoroço de 400 pessoas (para um só voo) que perguntavam “que documentos afinal são ainda mais precisos?”, a idade deixou de interessar e até eu preenchi o bendito papel, pois o questionário eletrónico ‘barrava’ o acesso. Ah, e tem pleno wifi no aeroporto, mas tem de fazer refresh a cada 30 minutos pois... lá se vão todos os dados que esteve ociosamente a preencher enquanto tenta saltar do check-in para a imigração.

Eu própria tive de avisar em inglês e espanhol montanhas de viajantes em plenos aeroportos como preencher coisas e mais coisas. No aeroporto de Cancún, a coisa agudizou para alguns, mas todos embarcaram. Os nervos aumentam sobretudo quando as simpáticas senhoras do check-in nos solicitam, serenas, três documentos, sendo que apenas temos um e só isso nos foi avisado. Os nervos pioram quando um outro senhor em Madrid nos diz – aos portugueses – que passaram cerca de 40 minutos da validade do teste PCR feito no México. Ora ainda bem que são todos simpáticos, senão preparem este discurso: o fuso horário deve ser contabilizado, além das 10 horas dentro de um avião e o facto de estar em trânsito no enorme aeroporto de Madrid.

No próximo artigo continuo com as dicas preciosas, pois gostaria de ter tido acesso pleno a todas as informações, assim, num artigo. Quanto ao que é belo e maravilhoso no México... isso eu leio. E sobre isso escreverei. Mas antes de pisarmos o novo Planeta Terra, há que saber onde de facto andamos a pisar. Documentos, smartphones e uma valeriana na carteira se faz favor. Junta-se o sorriso e a experiência de viajante e tudo sai certinho.

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