1. Amsterdams Historisch Museum | Museu Histórico de Amsterdão

Sediado num antigo orfanato, que abriu portas em 1578 para acolher crianças que tinham perdido os pais devido à peste, o museu dá a conhecer a história da cidade através de vários elementos desde a Idade Média até aos dias de hoje. Numa viagem cronológica retrata diversos aspetos da vida em Amsterdão tais como as subculturas, o folclore urbano, a prostituição, ou a equipa de futebol Ajax e os seus adeptos. Dotado de novas tecnologias, o museu apresenta a evolução da cidade ao longo dos séculos, usando imagens, som, movimento e alguns objetos para dar a conhecer a história de Amsterdão que assenta em quatro valores-chave: empreendedorismo, pensamento livre, criatividade e cidadania.

2. Anne Frank Huis | Casa de Anne Frank

Museu Anne Frank
Casa de Anne Frank créditos: Dietmar Rabich | CC BY-SA 4.0

A casa de Anne Frank é o local onde a jovem judia de origem alemã foi obrigada a viver escondida, juntamente com a família, durante o Holocausto. Durante dois anos, Anne Frank refugiou-se neste anexo secreto no edifício da empresa do seu pai, cujo acesso estava oculto por uma estante com livros. Somente algumas pessoas sabiam da existência deste local, que eram as mesmas que levavam comida à família de Anne. Quando a polícia descobriu o anexo, enviou Anne e os seus familiares para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde todos acabaram por morrer, à exceção do pai. Durante os anos em que Anne viveu no anexo escreveu um diário que se tornou numa das memórias mais poderosas do Holocausto tendo sido traduzido em 68 idiomas.

3. Joods Historisch Museum | Museu Histórico Judaico

Situado no quarteirão cultural judaico, este museu está alojado num complexo de quatro sinagogas construídas entre os séculos XVII e XVIII. O museu foi fundado em 1930, mas com a Segunda Guerra Mundial foi encerrado e os seus bens confiscados e levados para a Alemanha. Só depois do conflito, quando o espólio foi descoberto, regressou ao local de origem. Conta com mais de 13 mil peças de arte, objetos cerimoniais e históricos, embora apenas uma pequena percentagem esteja em exposição, que ajudam a contar a história da comunidade Judaica nos Países Baixos. Uma visita a este museu permite perceber como é que os judeus chegaram ao país e como é que se tornaram parte da sociedade holandesa.

4. Woonbootmuseum | Museu Casa-barco

Nos canais de Amsterdão é comum verem-se muitos barcos atracados, mas a verdade é cerca de 2 mil são casas, pois muitos dos habitantes de Amsterdão preferem viver nestas casas flutuantes em pleno rio Amstel. Para dar a conhecer este conceito de casa-barco, o proprietário deste cargueiro de 23 metros construído em 1914, decidiu abrir as portas de sua casa ao público, embora ele já não use o barco para habitação. Ao longo dos seus 80 metros quadrados é possível ver um beliche, uma sala de estar, cozinha e casa de banho, tudo ao estilo da década de 50 do século XX. Provavelmente vai ficar surpreendido com o espaço e o conforto a bordo.

5. Stedelijk Museum Amsterdam | Museu Municipal

Este museu é dedicado à arte contemporânea e um dos melhores do género em todo o mundo. A coleção teve por base uma doação que incluía antiguidades, moedas, joias e muitos outros objetos de valor. Atualmente o museu dispõe de diferentes exposições focadas nas diferentes disciplinas de arte, mas também documentos históricos que ajudam a revelar a história da cidade e algumas temáticas específicas como a história da medicina. Detém quase 90 mil objetos que foi adquirindo desde que abriu portas, em 1895.

6. Amstelkring | Museu Nosso Senhor no Sótão

É dos mais antigos e mais interessantes museus de Amsterdão. O edifício, construído há quase quatro séculos, aparenta ser uma residência burguesa mas esconde no seu interior uma secreta igreja católica. Secreta porque a sua construção aconteceu quando a cidade adoptou o Protestantismo, pelo que os católicos não estavam autorizados a rezar nas igrejas públicas, mas havia uma certa tolerância se eles o fizessem de forma resguardada, longe dos olhos da opinião pública. Assim o católico Jan Hartman decidiu comprar a casa para viver com a família, mas converteu o piso superior numa igreja, para servir a comunidade católica do centro da cidade, daí o nome “Nosso Senhor no Sotão”. Em 1888 a casa passou a funcionar como um museu e pode ver-se os dois pisos ocupados pela família Hartman, bem como a igreja, que continua a ser usada para o culto e para casamentos.

7. Het Scheepvaartmuseum | Museu Marítimo Nacional

Museu Marítimo Nacional
créditos: Roberto Pecci | Dreamstime.com

Este museu é dedicado ao glorioso passado naval dos Países Baixos e ajuda a explicar como o mar moldou a cultura Holandesa. Através de exposições inspiradoras e vibrantes o museu destaca a era dourada dos Países Baixos, quando estes eram uma das grandes potências mundiais. Encontra-se a funcionar num antigo armazém naval, construído em 1656 numa ilha artificial criada no porto de Amsterdão. No exterior do edifício encontra-se uma réplica do barco Amsterdam, um cargueiro do século XVIII que fazia o transporte de mercadorias entre a Holanda e os assentamentos e fortalezas da Companhia Holandesa das Índias Orientais, considerada a primeira multinacional do mundo. Dentro do barco é possível ter uma ideia de como se acomodavam os cerca de 350 tripulantes que faziam estas viagens, a última das quais teve lugar em 1749 quando o barco naufragou no Canal da Mancha onde ainda repousa no fundo do mar.

8. Museum Het Rembrandthuis | Casa Museu Rembrandt

Nascido na cidade Holandesa de Leiden, aos 25 anos o pintor Rembrandt mudou-se para Amsterdão onde começou por ganhar dinheiro a pintar retratos. Comprou esta casa em 1639 quando a sua carreira seguia a bom ritmo, mas não o suficiente para a elevada hipoteca e por isso a felicidade de viver na casa dos seus sonhos durou apenas cinco anos, já que a sua mulher faleceu e o pintor acabou por declarar falência, tendo sido forçado a mudar-se para uma habitação mais pequena. Depois de restaurada e de lhe ter sido devolvido o seu antigo esplendor, a casa abriu como museu em 1911 e permite ter uma ideia de como vivia o pintor enquanto passava aqui os seus dias. O grande destaque vai para o estúdio onde Rembrandt pintou alguns dos seus quadros mais célebres, mas há vários quadros e gravuras originais, bem como objetos pessoais do artista. No estúdio do pintor há demonstrações de como Rembrandt preparava as suas tintas e sobre o modo como eram impressas as suas gravuras.

9. Rijksmuseum | Museu Nacional

Amesterdão: Rijksmuseum
Rijksmuseum créditos: Dennis Van De Water | Dreamstime.com

É um museu dedicado à história e às artes dos Países Baixos fundado em 1800. A funcionar neste edifício gótico renascentista desde 1885, o museu conta atualmente com cerca um milhão de peças, de entre os anos 1200 e 2000, de arte, artesanato e muitos objetos de valor histórico. Sendo o museu que apresenta uma vasta coleção de pintura dos Países Baixos, o grande destaque vai para o mais célebre quadro do pintor Holandês Rembrandt “A Ronda Noturna”, uma obra que chama a atenção pela sua grande dimensão, pelo o uso da técnica chiaroscuro (luz e sombra), na qual o pintor era exímio, e pela sensação de movimento que é extremamente difícil de alcançar na pintura.

10. Het Van Gogh Museum | Museu Van Gogh

Nascido em 1853, o Holandês Vicent Van Gogh tornou-se num famoso pintor pós-impressionista, mas o seu talento apenas foi reconhecido após a sua morte. Enquanto foi vivo Van Gogh foi olhado como um louco e fracassado e a verdade é que tinha problemas do foro mental que terminaram aos 37 anos, quando o pintor se suicidou com um tiro de revólver. Só depois, quando parte da sua obra foi exibida em Paris, é que foi reconhecido como um génio. Fundado em 1973 este museu dedicado ao pintor detém a maior coleção do seu trabalho existente em todo o mundo. A exposição permanente acolhe mais de 200 pinturas, 400 desenhos e mais de 700 cartas. Para além de obras de Van Gogh, nas quais se incluem alguns dos seus quadros mais célebres, o museu apresenta ainda trabalhos de pintores seus contemporâneos.

Para conhecer melhor estes e outros pontos de interesse, descarregue o guia de Amsterdão em JiTTtravel.

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