Voos com partida de Portugal e da Grécia são os que apresentam maior probabilidade de atrasos, segundo apontam as tendências do mais recente ranking elaborado pela AirHelp.

Os aeroportos de Mykonos (Grécia), Ponta Delgada e Lajes (ambos dos Açores) estão no topo do ranking dos aeroportos que registaram mais atrasos no período de junho e julho.

No Top 10 dos menos cumpridores de horários encontra-se ainda o Aeroporto de Lisboa. Aproximadamente 5 em cada 10 voos que partiram destes aeroportos aterraram no destino com mais de 15 minutos de atraso ou foram cancelados.

Além dos Aeroportos de Ponta Delgada e Lajes, nos quais cerca de 48% e de 46% dos voos, respetivamente, partem com atraso, encontramos ainda os Aeroportos de Lisboa, da Madeira e do Porto.

No aeroporto da capital, 4 em 10 voos sofreram perturbações no período em análise. Os Aeroportos da Madeira e do Porto apresentam melhores performances, mas ainda assim com mais de um quarto dos voos (28% e 25%, respetivamente) a não cumprirem o horário previsto.

Na tabela geral, surgem muitos aeroportos do sul europeu com elevadas taxas de atraso, coincidindo com muitos destinos escolhidos para as férias de verão. A AirHelp sugere aos passageiros que vão viajar a partir destes locais que tenham em conta as elevadas probabilidades de enfrentarem atrasos e planeiem mais tempo para a viagem, para evitar o incumprimento de compromissos.

Quais são os direitos dos passageiros?

De acordo com o regulamento europeu EC 261, atrasos superiores a três horas, cancelamentos e impedimentos de embarque podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por passageiro.

A legislação abrange todos os voos que partem de um aeroporto da UE e todos os voos que aterram em aeroportos da UE, desde que sejam operados por companhias aéreas da UE. O valor da compensação é calculado de acordo com a distância da rota.

No entanto, se a perturbação for causada por circunstâncias fora do controlo da companhia, não serão elegíveis para compensação. O pedido de compensação pode ser submetido até três anos depois da data do voo.

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