Segundo uma agência de turismo, a cidade ucraniana de Pripyat, lugar que sofreu as consequências do pior acidente nuclear há mais de 30 anos, viu as visitas aumentarem em 40% devido ao sucesso da série da HBO, Chernobyl.

As visitas turísticas naquela área custam cerca de 89 euros por pessoa e começaram a ter grande procura desde maio passado, altura em que a série documental Chernobyl foi exibida.

Aumentando o número de visitantes, também cresce a partilha de fotografias na rede social Instagram, com muitos utilizadores a exibirem fotografias dos lugares afetados após o acidente nuclear, que continua a lutar contra a terrível contaminação nuclear que sofreu no passado.

Há quem não se iniba de tirar fotografias ao lado de animais, quem toque no mobiliário e até os que aproveitam para se despir um pouco.

Esta partilha de imagens tem gerado uma grande onda de contestação, muito semelhante ao que aconteceu, em março passado, com as fotografias captadas nos campos de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde milhares de judeus perderam as suas vidas.

"Quando vier a Auschwitz, lembre-se que está num lugar onde foi assassinado mais de um milhão de pessoas. Respeite a sua memória", foi comunicado pelo Memorial de Auschwitz.

A empresa turística Chernobyl Tour oferece uma visita pelos locais mostrados na série, incluindo a sala onde se decidiu, inicialmente, não evacuar a cidade após o acidente nuclear. Além de um almoço no único restaurante da cidade de Chernobyl, os interessados podem conhecer os monumentos para as vítimas e as aldeias abandonadas.

É possível visitar ainda o reator número quatro na usina nuclear, que despontou o acidente e que desde 2017 foi coberto por uma enorme cúpula metálica de 105 metros. O passeio termina em Pripyat, atualmente uma cidade-fantasma, onde chegaram a viver mais de 50 mil habitantes.

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