O burel é um tecido 100% lã e faz parte do retrato etnográfico, da capa que protege o pastor do frio. Um dos contributos para a renovação deste tecido foi a Burel Factory que, nas palavras da tecelã Dina Almeida, “o que nós fizemos foi não nos restringirmos às três cores naturais do burel. Reinventamos não só a nível da cor como também a sua utilização”.

Burel Factory
Burel com cores fortes e novas aplicações créditos: Who Trips

Antes era usado pelos pastores e passou a ter muitas outras utilizações, como por exemplo na decoração, calçado e até arquitectura.

Burel Factory
créditos: Who Trips

A fábrica reutiliza máquinas de duas unidades que fecharam as portas com a crise dos têxteis. Há teares dos anos 40, de lançadeira.
Na fiação e cardo trabalham com máquinas antigas com 80 a 90 anos. Com esta idade são as únicas que estão em actividade na Europa.

Nas visitas que se realizam todas as manhãs podemos ver estas máquinas a laborar e a exigência do trabalho artesanal. “Como as máquinas são muito antigas requerem muito trabalho manual.

Burel Factory
créditos: Who Trips

O mesmo se passa na confecção com o corte, os pontos, bordados…”

Burel Factory
créditos: Who Trips

Os visitantes acompanham uma parte importante do ciclo da lã. A matéria prima em bruto. Como é cardada, depois o processo de fiar em máquinas enormes com teias de aranha de fios e, por fim, a tecelagem.

Burel Factory
créditos: Who Trips

O burel segue depois para a confecção de mantas, vestuário, calçado, brinquedos, peças decorativas e projectos de arquitectura em várias partes do mundo. Um dos contributos para se alcançar novos mercados e produtos foi a aposta na criatividade.

Burel Factory
O design das peças antigas não perde em interesse… créditos: Who Trips

A Burel Factory conta com a participação de vários designers.

Burel Factory
créditos: Who Trips

A Burel Factory reaproveita as máquinas e o espaço que pertenciam a duas fábricas.

Burel Factory
Peças antigas com várias décadas de uso créditos: Who Trips

Uma delas, a Lanifícios Império, era a mais importante da região e pertencia à Sociedade Têxtil dos Amieiros Verdes. Na entrada principal encontramos várias placas com os nomes de dezenas de pessoas que contribuíram para a vitalidade da fábrica no período áureo da industria têxtil na região da serra da Estrela.

Burel Factory
A “máquina de escrever palavras de fios” créditos: Who Trips

Burel Factory: reinventar as cores e a utilização do burel faz parte do programa da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

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