Funciona em Manteigas há quase um século, desde 1925 e sempre propriedade da mesma família. O fundador foi João Claro e neste momento vai na terceira geração.

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Corte e manufactura do burel créditos: Who Trips

A fábrica tem visitas guiadas, é uma das sobreviventes da industria têxtil nesta região da Serra da Estrela que tem um produto característico resultante da lã das ovelhas bordaleiras desde o século XI: o burel.

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Aplicação de burel em mobiliário créditos: Who Trips

Antes era muito usado pelos pastores mas a produção modernizou-se na última década. No design, nas cores e no catálogo. Foi o que fez também a Ecolã. Segundo Joana Claro, tentaram acompanhar o que está a ser feito na actualidade.

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Aplicação do burel em calçado e em várias cores créditos: Who Trips

O burel restringia-se às cores naturais da ovelha e com o tingimento conseguem actualizar a oferta com as tendência de cada ano.
Nas prateleiras da área de confecção vemos burel de muitas cores. Mais de 30. Os espinhados têm grande procura.

Para casacos de senhora são muito utilizadas as cores rosa e azul. Para objectos de decoração as cores preferidas são os tons tradicionais.
As cores mais vivas são para mochilas e malas.

As peças de burel são confeccionadas numa sala grande.

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Corte de burel créditos: Who Trips

Quase todo o trabalho é manual.

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Confecção do burel créditos: Who Trips

Procuram seguir os métodos tradicionais, mesmo nos teares.
Máquinas antigas e barulhentas que estão noutra sala. Aqui também vemos a metedeira de fios.

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“Metedeira de fios” créditos: Who Trips

Uma mulher que vai reparando manualmente as falhas dos teares. Coloca fio a fio manualmente e controla a qualidade final.

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créditos: Who Trips

Na visita podemos sentir o ambiente de produção e acompanhar estes pormenores porque se realizam no período laboral.

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créditos: Who Trips

Uma outra particularidade na visita à Ecolã é que podemos ter uma percepção de quase todo o ciclo da lã. Desde a lã após a tosquia ao produto final. Lavagem de lã, fiação, tecelagem do burel, confecção de mantas, peças de vestuário, malas, mochilas, objectos decorativos ou brinquedos.

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Teares antigos créditos: Who Trips

O ciclo inicia-se com a Primavera, com a compra da lã directamente aos pastores. Depois acompanham a lavagem da lã e a fiação. A tecelagem e confecção é realizada na fábrica e é pode ser observado nas visitas guiadas.

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A lã é proveniente das ovelhas bordaleiras, uma raça típica da Serra da Estrela e é apenas aproveitada a lã do lombo das ovelhas. É a que tem melhor qualidade por ser mais longa e limpa.

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créditos: Who Trips

Muita da produção é para exportação e o Japão é um dos principais destinos.

Ecolã: a capa do pastor da serra da Estrela no Japão faz parte do programa da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

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