A arte corre o risco de extinção e os oleiros não chegam a uma dezena sendo que metade tem mais de 80 anos de idade.

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Bisalhaes Peças decorativas em barro preto créditos: Who Trips

A olaria que produzem tem a característica da cor preta. O que lhe dá a cor é o processo de cozedura que é também o segredo e que foi registado como património imaterial pela UNESCO em 2016.

O barro é cozido em fornos térreos. As louças são colocadas dentro de uma cova no solo rodeada de terra e com uma entrada para o lume.

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Bisalhaes Cozedura do barro ©Paulo Araujo créditos: Who Trips

O fogo é feito com vegetação local, ramos de giestas, caruma e carqueja. Depois do lume atingir grande intensidade as peças são cobertas com terra escura e só são retiradas algumas horas depois.

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Bisalhaes Retirada das peças negras ©Paulo Araujo créditos: Who Trips

O dióxido de carbono que se concentrou no interior do forno é absorvido lentamente pelas peças enquanto arrefecem e é isso que lhe dá a cor negra.
Esta é a forma tradicional de cozedura da olaria negra, que tem a sua origem na soenga. Só em Portugal resistem alguns destes fornos que eram relativamente comuns na Europa.
Este processo pode ser visto em Bisalhães nos dias em que vários oleiros se juntam para uma cozedura. Há fornos particulares e comunitários.

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Bisalhaes Eugénia Almeida créditos: Who Trips

Segundo Eugénia Almeida, vereadora de Cultura, a Câmara de Vila Real vai este ano recuperar um dos fornos comunitários e sinalizar os principais pontos da olaria em Bisalhães.
A revitalização dos fornos é uma iniciativa que está a ser realizada no âmbito do plano de revitalização da olaria preta de Bisalhães que foi entregue na UNESCO.

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Bisalhaes Várias peças em exposição em Vila Real para venda créditos: Who Trips

Um eixo central da salvaguarda da olaria preta de Bisalhães é a transmissão do conhecimento, das técnicas do preparo do barro, da cozedura e da forma como são retiradas as peças.

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Bisalhaes Peça decorativa créditos: Who Trips

Procura-se transmitir este conhecimento a gente mais nova dando continuidade a uma arte que tem séculos. Este processo de cozedura terá cerca de 300 anos e há menos de um século existiam vários centros de olaria na região de Vila Real. Agora só resta o de Bisalhães.

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Bisalhaes Um dos pontos de venda numa das entradas de Vila Real créditos: Who Trips

Quase todos os oleiros têm pontos de venda à entrada de Vila Real. Aí pode ver a louça churra que é a utilitária e a louça fina, para fins decorativos.

A salvaguarda urgente da Olaria Preta de Bisalhães faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.
A emissão deste episódio, A salvaguarda urgente da Olaria Preta de Bisalhães, pode ouvir aqui.

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