Quando atravessámos uma fronteira no meio do rio, lembro-me de nos ter imaginado, durante esta  jornada, a atravessar uma fronteira a pé: os dois de mochilas às costas e a Mia – pelo seu próprio pé – a caminhar entre os nossos passos, com as suas mãos nas nossas mãos. Aconteceu, foi assim – passo a passo – que saímos do Cambodja e entrámos em território tailandês.

Atravessar uma fronteira a pé
créditos: Menina Mundo

Depois de umas horas no serviço de imigração, trouxemos o visto e estávamos prontos: para entrar pela Tailândia dentro e cheios de vontade de a descobrir (e de comer um bom caril). Na fronteira apanhámos um tuk-tuk para a estação de Aranyaprathet, aí almoçamos no único restaurante e apanhámos o único comboio para o único destino: Bangkok.

Seis horas de viagem, num conforto inexistente mas que não impediu que adormecêssemos todos, à vez cada um. Um a um, todos acordámos – a tempo do pôr do sol.

Abrimos a janela, a luz – que baixava e tocava o mundo lá fora – entrou. Dourou o tempo, dourou-lhe o rosto e trouxe partículas que ficaram suspensas no ar, tempo suficiente para ela as querer engolir e guardar para sempre: em si.

Nós quisemos congelar o momento, para a lembrarmos, daqui a uns anos (se ela se tiver esquecido), que costumava acreditar em seis coisas impossíveis, antes do pequeno almoço (e nós com ela)!

Atravessar uma fronteira a pé
créditos: Menina Mundo

E aqui estamos: em Bangkok. 

Este artigo foi originalmente publicado no blogue Menina Mundo.

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