Segundo a organização dos Jardins Efémeros, “nas oito categorias que o programa contém, o corpo – individual e coletivo, no espaço e no tempo – é objeto e sujeito das transformações e interações diversas, cujos pretensos limites éticos podem ser questionáveis pela estética”.

Partindo do tema do corpo, artistas locais, nacionais e internacionais vão levar para o centro histórico as suas criações artísticas na área da arquitetura, das artes visuais, do som, do cinema, da pólis, das oficinas, dos mercados, do teatro e da dança.

Nesta edição, haverá 51 oficinas, distribuídas por 112 sessões, criando 1.823 vagas, em áreas como artes visuais, conhecimento, artes decorativas, educação, artes plásticas, ciência, culinária, dança, saúde e natureza, música, ilusionismo, cidadania e teatro.

Todas as atividades dos Jardins Efémeros são livres e de acesso gratuito.

À escultora Fernanda Fragateiro caberá a intervenção na Praça D. Duarte, que propõe uma reflexão da cidade como uma forma de paisagem, introduzindo uma construção escultórica que “modifique a espacialidade da praça e simultaneamente transforme a contemplação em atualidade, a observação em deambulação e o observador num ativador do lugar”.

Esta criação, que cruza a escultura com a linguagem verbal e o espaço urbano envolvente, foi pensada para ser percorrida pelo corpo, “num jogo de fora e dentro, de ligações e atravessamentos, numa experiência para o corpo e para o olhar dos visitantes, de todas as idades”.

No que respeita ao som, o destaque da organização vai para a presença das nova-iorquinas ESG, que vão atuar no Adro da Igreja da Misericórdia, a 07 de julho, no âmbito da digressão de celebração dos 40 anos de carreira.

Estão também já confirmadas “as presenças da artista visual e música experimental francesa Félicia Atkinson, do luso-angolano Nástio Mosquito, da artista colombiana Lucrecia Dalt, [que] apresentará o último trabalho Anticlines, do compositor sérvio Abul Mogard e da produtora e artista sonora espanhola JASSS”, acrescenta.

À semelhança dos anos anteriores, os artistas locais e emergentes não foram esquecidos, e “têm o ponto de encontro num edifício desocupado do centro histórico da cidade, com trabalhos que têm por base reflexões sobre o papel do corpo”.

O programa inclui também momentos dedicados aos mais novos, com o projeto Casa do Sonho, e oficinas gerais destinadas ao público mais velho.

Foto: Diário de Viseu

Fonte: Lusa

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