
Os manifestantes ocuparam uma área em frente ao clube "Mamita's Beach", um local frequentado por turistas estrangeiros e um dos principais pontos da praia.
O protesto foi convocado pelas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que polícias agrediram e prenderam um casal que frequentava o local, mas que não estava a consumir nenhum produto oferecido pelas barracas da área.
"Nasci e cresci aqui e uma vez fui expulsa desta praia com minha família", disse à AFP Martha Enriquez, 60 anos, da cidade vizinha de Puerto Morelos.
"Estamos aqui para dizer que essas belezas também são nossas, dos nossos filhos e netos", acrescentou.
Com cartazes e uma bandeira mexicana, um grupo de pessoas gritou que as praias também são para os habitantes locais e que a sua permanência não pode ser condicionada ao consumo de produtos.

Após o ataque aos banhistas, o clube de praia pediu desculpas públicas e atribuiu o conflito ao casal que se recusou a retirar-se de um corredor de serviço.
Posteriormente, a empresa afirmou que nenhuma ação ilegal foi tomada, uma vez que a empresa possui uma concessão.
As leis mexicanas estipulam que o acesso às praias não pode ser inibido ou restrito, exceto quando se trabalha com a conservação das mesmas.
Playa del Carmen é um dos principais pontos turísticos do Caribe mexicano, além de Cancún, e é um local frequentado por turistas de várias partes do mundo.
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