“Há um sentimento e um pensamento comum entre as duas autarquias relativamente a isso. Haverá um ou outro produtor que ainda resiste, porventura a quem isso mais poderia trazer vantagens, mas que não tem visão para perceber a grandeza de uma DO própria. Boa parte dos produtores e as autarquias estão convencidos que esse deverá ser o caminho a seguir no futuro”, afirmou hoje o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista.

Em declarações à agência Lusa, a propósito do retomar da Festa do Alvarinho e do Fumeiro, onde são esperados mais de 50 mil visitantes em três dias, o autarca socialista adiantou “não ter noção” do que é necessário fazer, do ponto de vista formal, para a criação da DO, mas garantiu ser “necessária” a sua constituição.

“É necessário que a onda aconteça, que a região esteja convicta que este é o caminho, que a ambição passa por aí. Se houver essa união será uma região vencedora em relação a este objetivo concreto”, sustentou o autarca socialista.

Para Manoel Batista, a edição de 2022, “de retoma, depois de dois anos paragem” devido à covid-19, “pode ajudar o território a posicionar-se definitivamente no caminho da criação de uma Denominação de Origem (DO) própria para Monção e Melgaço”.

“Não está completamente em cima da mesa, mas entre os atores do território está cada vez mais a ser colocada e julgo que é o caminho que as nossas festas [que os dois concelhos dedicam ao vinho Alvarinho] têm de tomar. De afirmação de um território que está amadurecido para ter uma DO própria, dentro da região dos vinhos verdes, absolutamente integrada” na região vitivinícola dos vinhos verdes, demarcada desde 1908.

“Claramente estamos a falar da região dos vinhos verdes com mais dinamismo, maior afirmação, maior diferenciação, que puxa pelo preço dos vinhos verdes e da região. Não há nenhuma outra que tenha, neste momento, valor acrescentado como têm Monção e Melgaço. Portanto, estamos à frente, faz sentido que sejamos reconhecidos e tenhamos uma DO própria nos próximos anos”, insistiu.

A edição 2022 da Festa do Alvarinho e do Fumeiro vai contar com a presença de 27 produtores e de 15 ‘stand’ de fumeiro, doçaria, queijos e outros produtos locais.

Além das “expectativas altíssimas” quanto ao número de visitantes, o autarca, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, espera um “retorno económico maior ainda” do que há dois anos.

“Que os números deste ano sejam melhores do que os de 2019, que já foram extraordinários”, disse, escusando-se a apontar um valor de referência por ausência de estudos, quer em Melgaço, como em Monção, sobre o impacto económico das festas que os dois concelhos dedicam ao Alvarinho.

Segundo o autarca, a hotelaria do concelho “é uma ótima referência”, sendo que a capacidade de alojamento “está completamente esgotada”.

“O mesmo acontece nas unidades hoteleiras dos municípios vizinhos, seja na Galiza, seja nos municípios do Alto Minho”, acrescentou.

“Este ano, a festa promete vinhos de qualidade, porque a cada ano que passa os vinhos são melhores e mais premiados, têm uma projeção cada vez maior nos mercados nacionais e internacionais. O evento oferece atividades de enoturismo, de desporto, aventura e de fruição da natureza, gastronomia, quer na festa, quer nos restaurantes locais, e ainda, através de reserva com os produtores, visitas a adegas, para um contacto mais direto com produtores e a produção”, referiu.

A inauguração oficial está agendada para sexta-feira, às 18:00, com uma saudação ao vinho Alvarinho pela Real Confraria do Vinho Alvarinho.

A Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço é uma organização do Município de Melgaço com coprodução da Essência do Vinho.​​​​​​​

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