Assim que trincámos a sandes de falafel palestiniano (5 euros), percebemos a boa fama. A sandes é preparada com pão árabe, croquetes fritos de favas, grão-de-bico e, entre outros ingredientes, com coentros com picles e limão. O limão dá um toque de frescura a esta sandes saborosa que é também a grande estrela do menu sem pratos de carne. O Mutabal (4 €), com pasta de beringela assada e tahini (ideal para partilhar), é outra iguaria muito procurada pelos clientes do Zaytouna.

Falafel Zaytouna
A sandes de falafel palestiniano é a estrela do Zaytouna. créditos: DR

Para além destes pratos, o Zaytouna serve Hummus(3.5 €), Labneh (2.5 €) e Foul (3.5 €), um prato com favas capaz de surpreender pela positiva aqueles que não apreciam esta leguminosa.

Entre as bebidas, destaca-se a limonada de xarope de rosas (1.8 €) que conquista tanto pelo sabor como pela cor. Há ainda refresco de tamarindo (1.8 €) e chá (1.5 €).

Inserido no Mercado de Arroios, o Zaytouna apresenta-se com um menu simples e acessível que nos leva a viajar pelos sabores do Médio Oriente. O restaurante nasceu pelas mãos de Hindi, um palestiniano a residir em Portugal, e de Catarina, portuguesa.

Zaytouna

Morada:
Mercado de Arroios, Loja 19, Lisboa
1900-221 Lisboa

Contactos:
(+351) 913 532 222

Horário:
Das: 12:00
Às: 18:00
Encerra aos domingos e às segundas-feira.

Redes sociais:
Instagram e Facebook

Os responsáveis por este projeto conheceram-se no ano em que Hindi veio para Portugal: 2017. “Assim que nos conhecemos, tornamo-nos muito amigos”, revela Catarina ao SAPO Viagens, acrescentando que a ideia do negócio nasceu meses depois. Na altura, o palestiniano desejava ter os ingredientes certos para cozinhar os pratos que comia em casa com a família. “O Hindi já ia à minha casa cozinhar, mas queixava-se da falta de ingredientes”.

Ao SAPO Viagens, o chef da cozinha do Zaytouna explicou que faltavam muito ingredientes, demasiados para enumerar, e que aqueles que existiam, deixavam muito a desejar.  “Em 2018, por exemplo, consegui encontrar tahini, mas não era a mesma coisa”, desabafa. “Era um tahini diferente”.

Sem conseguir reproduzir os sabores que lhe permitiriam partilhar com quem o rodeava um pedaço da sua terra natal, Hindi desafiou a amiga portuguesa:

— E se fôssemos nós a trazer os produtos? — questionou.

“Eu tinha outro trabalho, mas disse que sim”, recorda Catarina. “Disse que ajudava, mas ele é que trabalhava [no espaço]". Eu ficava com a parte burocrática. Ainda hoje é a parte que eu faço”.

E assim, em 2018, nasceu a primeira parte do projeto: uma mercearia. “O facto do Hindi ser da Palestina tornou fácil a comunicação com os fornecedores.”, explica a responsável pela parte burocrática do projeto ao SAPO.

Para além das “muitas saudades” de casa, segundo Catarina, “Hindi tinha contacto com outras comunidades de países arábes, como com os sírios, e, portanto, sentiu que era uma necessidade gerar uma comunidade”.

Entretanto, Hindi,  que “ainda não tinha conseguido comer um bom falafel em Portugal”, começou a sentir a necessidade de promover mais os produtos da mercearia. É então que, este ano, nasce a segunda parte do projeto: o restaurante. “A ideia era que também fosse um complemento, que o Hindi utilizasse os produtos da loja para ensinar aos clientes como usar e para oferecer boa comida caseira e pagável. E nota-se a qualidade porque a maioria dos nossos clientes são libaneses, sírios, iraquianos que vêm aqui para matar saudades do falafel de casa.”, comenta a portuguesa.

Quem entra na Zaytouna encontra, de um lado, uma mercearia com produtos que não se encontram nos supermercados convencionais e, do outro, um espaço de refeição amigável que se prepara para expandir. “Temos capacidade para umas 20 pessoas, mas vamos ter ainda uma esplanada com mais nove mesas. Vai duplicar”.

Mas as novidades não se ficam pela abertura da esplanada no exterior . “Vamos abrir em Cascais e, brevemente, no Algarve, em Almancil.”, revela Catarina.

O serviço de restaurante do Zaytona funciona de terça-feira a sábado entre o meio-dia e as 18 horas. O restaurante também organiza jantares mediante marcação.

Para quem ainda tem dúvidas se deve (ou não) ir conhecer o espaço, Catarina diz: “É tudo feito de base com as receitas que ele [Hindi] já tinha. São as receitas caseiras que a família do Hindi sempre fez. Não é aquela coisa industrial”.

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