Descemos a Fajã dos Vimes numa bela tarde de sol. O mar calmo brilhava e o verde dos campos e das encostas destacava-se. O microclima da fajã fez com que o calor apertasse, quando entramos na casa da família Nunes que esconde um verdadeiro tesouro no quintal. Um tesouro em forma de pés de café. “Atualmente, temos entre 600 a 700 pés”, conta-nos Dina Nunes, sempre com um sorriso no rosto.

Dina explica de forma breve que foram emigrantes açorianos que trouxeram o café do Brasil em 1720. Foi o seu pai, Manuel Nunes, que expandiu a plantação quando comprou o primeiro terreno, há mais de 40 anos. O tempo foi passando, os pés de café foram crescendo e, hoje em dia, conseguem produzir 450 quilos de café da variedade arábica (números de 2019).

A ilha de São Jorge é considerada o único do sítio da Europa onde se cultiva café.

A família abriu o café em 1995 e a fama do café da Fajã dos Vimes atrai pessoas de todo o mundo que querem degustar este café produzido de forma totalmente artesanal.

A época da apanha começa na primavera/verão, depois de secos, os grãos são armazenados. Durante o inverno, é feito o descasque. Por fim, o café é torrado numa frigideira, “um quilo de cada vez, durante 30 a 40 minutos”, explica Dina. “É um café imperfeitamente perfeito”. E nós podemos comprovar que é muito saboroso.

Além do café, a família Nunes mantém a tradição das colchas de ponto alto ou laças puxadas, através das mãos e dos teares de Alzira e Carminda Nunes.

Veja ainda o nosso roteiro: São Jorge, o dragão encantado.

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