Percorrer os quase 600 metros é uma descoberta interessante e diferente das outras grutas da região.

As grutas de Mira de Aire constituem um conjunto imponente pela extensão, por corredores amplos e diversidade de formações. Um exemplo é no início com a Sala Grande. Impressiona o visitante e mais ainda quando se percebe que foi por aqui que começaram os aventureiros a explorar a gruta.

A profundidade da visita ultrapassa os 100 metros, a temperatura ronda os 17 graus, há alguma humidade e também não é grande o esforço de subir e descer quase 700 degraus. Não se dá por isso porque toda a nossa concentração está no deslumbramento da obra da natureza.

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A iluminação artificial acrescenta cores às formações créditos: Who Trips

Deram vários nomes às salas por onde passamos: Sala Grande, Vermelha, Cúpula Majestosa, Joalharia ou Rio Negro. Todos estes nomes são alusivos à imaginação, às sensações transmitidas pelas estalactites e estalagmites que estão a ser construídas há milhares de anos, gota a gota.
Uma das mais impressionantes é o Órgão, a maior estalactite, com oito metros de altura e em formação há 80 mil anos.

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Estalactites a escorrer pingos de água créditos: Who Trips

Em várias partes da gruta são visíveis pingos de água a escorrer pelas estalactites. A água é proveniente das chuvas e, conforme é explicado num vídeo antes de se descer às grutas, o calcário deixa passar com facilidade a água. O nível de infiltração é tão grande que esta região não tem rios. Os fluxos de água são subterrâneos.

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Lago de água na parte final da visita créditos: Who Trips

No interior da gruta há também pequenos lagos e os maiores estão na parte final do percurso.

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O Rio Negro está em exploração créditos: Who Trips

As grutas têm ao todo 11 km, mas só é visitável um pequena parte. Há explorações que estão a ser feitas e foram descobertos novos espaços.

As grutas foram descobertas em 1947 por vários homens que se aventuraram a descer com cordas até algumas galerias e pelo eco das vozes tiveram a percepção da dimensão destas salas. Durante vários anos foram feitas várias expedições ao interior da gruta, descobrindo-se novos espaços. A abertura ao turismo teve lugar apenas em 1974.

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Parque recreativo ao lado das grutas créditos: Who Trips

A empresa que gere as grutas desenvolveu também outros projetos turísticos nas imediações. Tem vários bungalows e um parque aquático com piscinas e uma paisagem invulgar, uma enorme encosta da Serra de Candeeiros só com árvores.

Mira: estás nas maiores grutas de Portugal faz parte do podcast semanal da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui. A emissão deste episódio, Mira: estás nas maiores grutas de Portugal, pode ouvir aqui.

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