Uma das livrarias mais icónicas do mundo, a Shakespeare and Company, em Paris, recorreu aos clientes por ajuda enquanto está a lutar para sobreviver, depois de as vendas terem caído 80% desde março. A famosa livraria parisiense confessou estar a enfrentar "tempos difíceis", uma vez que a pandemia continua a manter os clientes afastados.

"Como muitas empresas, estamos a lutar, a tentar encontrar um caminho a seguir neste momento em que operamos com prejuízo”, disse a loja em comunicado, acrescentando que ficaria "especialmente grata por encomendas feitas através do site por quem tiver os meios e o interesse de o fazer ".

A livraria normalmente atrai muitos visitantes para seus cantos e recantos, que transbordam de livros novos e usados, de autores ilustres e emergentes. No entanto, esteve fechada durante dois meses durante o primeiro confinamento em França.

Inaugurada por Sylvia Beach em 1919, a instituição parisiense era frequentada por escritores como F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S. Eliot e James Joyce no início do século XX. George Whitman abriu a versão que existe atualmente, em 1951, e imaginou-a como uma "utopia socialista disfarçada de livraria". Estima-se que 30 mil escritores e artistas, conhecidos como 'Tumbleweeds', tenham passado a noite nos seus sofás, em troca de organizar as prateleiras.

Shakespeare and Company é atualmente administrada pela filha de George, Sylvia Whitman, que apelou aos clientes para apoiá-la fazendo alguma compra através do site. Os interessados também podem inscrever-se no “Ano da Leitura”, onde receberão 12 livros selecionados e apresentados pela equipa de livreiros da loja, acompanhados de guloseimas.

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