A cidade em si não tem muito para descobrir, mas não é por isso que não dá vontade de lá ficar mais uns dias. É tão pacífica e reconfortante que apetece lá ficar a desfrutar de toda a luz e pacificidade que a cidade transmite. Pode-se assim dizer que é mais encantadora de noite. Durante a noite, no centro turístico, as ruas estão “inundadas” de pessoas. Não estava à espera de encontrar tanto turistas. A maioria vem de outros países asiáticos. As ruas estão à pinha. Em certos locais há dificuldade em avançar tal é o trânsito humano. Falo mais propriamente da zona da ponte que liga as duas margens do rio que atravessa o centro. O rio é o charme da cidade com numerosos barquinhos à espera de clientela que queira dar uma volta iluminada pelas típicas lanternas de Hôi An. Todos os barcos têm pelo menos uma. Algumas são flores de lótus iluminadas com várias cores. Que cidade tão pitoresca!

Portanto, uma das coisas que não pode deixar de fazer em Hôi An é passear à noite pelas ruas com ar vintage decoradas com lanternas de várias cores e flores que enfeitam as fachadas dos estabelecimentos comerciais. No mercado noturno a oferta é muita. De experimentar a comida de rua que se espalha pelo centro. Ainda me lembro do sabor da piza vietnamita que é deliciosa. Uma piza bem diferente da italiana, com papel de arroz como base, e que vale muito a pena experimentar. Existem imensas lojas a vender as típicas lanternas e é comum ver turistas a parar em frente para uma foto colorida para publicar nas redes sociais. Algumas das lojas até cobram para que se possam captar imagens tendo como pano de fundo as suas lanternas.

Ficar sentada na margem do rio a apreciar as luzinhas que flutuam também é um must. É um momento relaxante e inspirador que proporciona a calma que as grandes cidades não conseguem dar. Conseguia ficar ali horas, sem esquecer a companhia dos ratos. Sim, nem tudo são rosas, mas os ratos já não me fazem a mesma impressão. Acho que começo a ficar indiferente a eles. É o que acontece quando passam a ser uma visão regular do dia a dia. Será que é isso que acontece aos vietnamitas quando passam por montes de lixo no chão? Já estão tão habituados que não se importam mais? Talvez.

Ofertas de restaurantes típicos do Ocidente não faltam, mas claro que uma refeição no meio da rua com os locais é mais interessante. Portanto, entretenimento não falta por estas bandas.

De dia, explorar as ruas apertadinhas com comércio local em cada porta é um must. São bonitas de percorrer e admirar a sua arquitetura. A cidade antiga de Hôi An, onde se encontram os edifícios mais velhos e com história, requer bilhete que não adquiri. Na realidade acabei por não passar assim tanto tempo na cidade de dia, já que visitei os templos Hindus de My Son que ficam perto da cidade.

Visita aos templos hindus de My Son

Não encontrei nenhuma forma de ir até lá com autocarros locais, portanto, tive de me juntar a uma tour que acabou por ficar mais barato do que se fosse de carro. É perto, mas ainda é longe para uma viagem de carro. A área arqueológica ainda ocupa uns vastos quilómetros quadrados, mas templos não são assim tantos.

Ainda tem um número significativo destas relíquias de outra era, porém, muito destruídos devido à guerra no Vietname. Alguns estão tão destruídos que não passam de um aglomerado de tijolos.  Em outros ainda se conseguem ver as estátuas esculpidas nas fachadas que a natureza começa a cobrir com gentis plantas verdes que conferem um charme encantador a cada templo. Eu, pessoalmente, adoro templos e apesar destes serem semelhantes aos do Angkor Wat no Camboja, não me farto de os contemplar.

Com a a ajuda de arqueólogos italianos, estão a “levantar” alguns dos templos em que substituem os velhos tijolos por uns novos que assumem ser de qualidade inferior aos originais. Ainda não descobriram a fórmula certa que compõe os tijolos originais que apesar de arcaicos são mais fortes e resistentes do que os fabricados agora. São coisas que deixam estes arqueólogos fascinados e a quem ouve as histórias também. Existe inclusivamente um templo tão destruído que ninguém quer ajudar a reconstrui-lo, diz o guia. É um local que vale a pena visitar, principalmente se ainda não visitou o Camboja.

Coconut forest

Um outro local bem perto que só descobri depois de lá estar e que me parece encantador é a “coconut forest” ou floresta dos cocos que oferece um passeio de barco lindíssimo por entre palmeiras de coco. Também, como não há assim tanto para fazer na cidade em si, muitas pessoas têm aulas de culinária vietnamita que parece uma boa ideia. A praia também fica perto, portanto, variedade de coisas para fazer não falta.

Marble mountain

Visitei ainda a “marble mountain”, que fica a meio caminho de Da Nang e que vale a pena uma visita. De contar com muitos degraus para subir, grutas para ver e uma vista ampla do redor que deixa ver as outras quatro montanhas que não estão repletas de templos. Aqui existem cinco montanhas, a da terra, a do fogo, a do metal, a da madeira e a da água, que é a que tem as atrações turísticas. Vale a pena uma visita que fica a pouco mais de meia hora de autocarro de Hôi An.

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