A cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração técnica e financeira entre o Fundo Ambiental e o Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane, Moçambique, contou com a presença do ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do presidente do município moçambicano, Manuel de Araújo.

O protocolo assinado vai prolongar em dois quilómetros a ciclovia que tem atualmente 3,6 quilómetros e que foi construída com o apoio financeiro do Estado português: 21 mil euros na primeira fase e 20 mil euros nesta que agora arranca.

O ministro português sublinhou o empenho do município de Quelimane que, não obstante as necessidades prementes, não deixou de estar atento ao combate às alterações climáticas, que tanto têm atingido Moçambique.

“Num país onde há tantas necessidades tão primárias, a Câmara de Quelimane, não deixando de cuidar dessas necessidades, teve essa visão de futuro e de compromisso com o combate às alterações climáticas”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

Quelimane e Maputo foram as duas primeiras cidades africanas a aderirem à Aliança do Transporte Descarbonizado, que foi presidida por Portugal quando foi criada.

Para o presidente do município de Quelimane, esta ciclovia representa a concretização de um sonho que acalenta desde que foi eleito, em 2011, mas para o qual não tinha meios, conseguindo-os através do Fundo Ambiental de Portugal.

E recordou que muito tem sido feito para melhorar o trânsito em Quelimane: “Imagine uma cidade com 600 mil habitantes, cerca de 5.000 ciclistas, e que não tinha um único semáforo, nenhum sinal vertical nem horizontal de trânsito. Era o caos”.

O município tomou medidas para “melhorar a segurança dos utentes”, colocando semáforos para regular o trânsito e construindo esta ciclovia.

“Quanto mais seguras as pessoas se sentirem, mais irão andar de bicicleta, o que melhora a saúde e ajuda na prevenção das mudanças climáticas”, sublinhou.

E adiantou, com orgulho: “Esta vai ser a primeira ciclovia de Moçambique e vai lançar um sinal. É um exemplo para que outras cidades, outros distritos, outros aglomerados populacionais possam ter ou ver em Quelimane um exemplo a seguir”.

Manuel de Araújo tem encontrado resistência por parte de quem acusa as ciclovias de roubar espaço aos carros, mas entende como natural, recordando que quando viveu em Londres assistiu ao mesmo debate.

O município está empenhado em transformar-se na “cidade capital verde de áfrica” e com o protocolo agora assinado espera fazer a segunda parte do projeto.

“Os primeiros quilómetros ligam a zona periférica ao centro da cidade. Agora, vamos escoar o tráfego da cidade para a periferia”, disse.

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