Portugal é o sétimo país do mundo com melhor proficiência em inglês, de acordo com o relatório EF English Proficiency Index (EF EPI) - que analisa dados de 2 milhões de falantes não nativos de inglês, em 112 países e regiões.

Os resultados das provas dos portugueses foram este ano melhores do que os resultados da Suécia (8.º), Finlândia (9.º) e Croácia (10.º). Aliás, pela primeira vez, a Escandinávia deixou de dominar as primeiras posições deste estudo global.

Num ranking liderado pelo segundo ano consecutivo pela Holanda, Portugal surge só atrás da Áustria (2.º), Dinamarca (3.º), Singapura (4.º), Noruega (5.º) e Bélgica (6.º). Os 625 pontos conseguidos pelos portugueses são o melhor registo de sempre de Portugal neste ranking, depois de há dois anos o país ter entrado pela primeira vez no restrito grupo de países com “elevada proficiência” em inglês.

No sul da Europa continuamos a ser os que melhor falam inglês, deixando muito para trás Grécia (19.º), França (30.º), Espanha (33.º) e Itália, (35.º).

Do lado oposto do ranking está a República Democrática do Congo (110.º), Sudão do Sul (111.º) e o Iémen (112.º).

O EF EPI tem por base os resultados do EF Standard English Test (EF SET), o primeiro teste de inglês padronizado gratuito do mundo. O EF SET tem sido utilizado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos para testes em larga escala.

Fala-se melhor inglês no Norte

Porto é, pelo terceiro ano consecutivo, a cidade portuguesa onde melhor se fala inglês. Coimbra (2.º) e Lisboa (3.º) fecham o pódio nacional. A nível de distritos, Viseu (2.º) intromete-se entre a Cidade Invicta e a Capital.

Pela primeira vez desde que se estuda este aspeto, o estudo revela que, a nível mundial, os homens falam inglês melhor do que as mulheres. Essa tendência foi impulsionada pelo aumento da proficiência entre os homens. Todas as regiões do globo, exceto a Ásia, têm a mesma tendência: o inglês das mulheres permanece estável à medida que o inglês dos homens melhora. A África é a única região onde as mulheres ainda estão à frente, mas também aí a diferença está a diminuir.

Em Portugal, e tal como já se tinha registado desde 2019, os homens conseguiram obter melhor classificação do que as mulheres. Ainda assim, as mulheres portuguesas também atingem este ano um nível “muito elevado” de inglês (621 pontos), um valor superior ao conseguido o ano passado e bastante superior à média dos homens de todo o Mundo (508 pontos).

Os jovens portugueses entre os 21 e os 25 anos continuam a ser os que levam melhor nota no EPI – um relatório que mostra uma correlação entre a fluência em inglês e o poder de compra, qualidade de vida, inovação e um conjunto de outros indicadores sócio-económicos.

Apesar desta correlação positiva entre a fluência na língua inglesa de uma região e o poder de compra, Portugal é um dos poucos países com nível de proficiência em inglês “muito elevado", mas abaixo da linha de correlação com o poder de compra.

Consultores são os melhores em inglês

A nível global, a maioria das indústrias têm níveis médios de inglês mais baixos do que precisariam para trabalhar de maneira ideal (proficiência moderada ou superior). Segundo o estudo, no dia a dia, isso significa tempo perdido devido a falhas de comunicação, partilha ineficiente de conhecimento, especificações imprecisas, negociações mais trabalhosas e inúmeras outras fontes de empecilho para o ímpeto corporativo.

Consultoria (nível Moderado), Tecnologia da Informação (Moderado) e Engenheira (Moderado) são as três indústrias onde, em média, se fala melhor inglês. Neste ranking por indústria, segue Bens de Consumo (Moderado), Alimentar (nível Baixo), Logística (Baixo), Hospitaleira (Baixo), Aviação (Baixo), Retalho (Baixo), Construção (Baixo), Farmacêutica (Baixo), Telecomunicações (Baixo), Automóvel (Baixo), Mineira e da Energia (Baixo), Banca e Finanças (Baixo), Produtos Electrónicos (Baixo), Química (Baixo), Manufatura (nível Muito Baixo), Seguros (Muito Baixo), e Educação (Muito Baixo). A fechar a lista, também com nível muito baixo, encontra-se a indústria da Saúde e o sector governamental.

As empresas modernas estão cada vez mais não-hierárquicas, com equipas além fronteiras e com ênfase na agilidade e inovação. Quando os profissionais não têm o inglês necessário para evoluir para novas funções, o desenvolvimento da sua carreira é reduzido, conclui o relatório. Para os seus empregadores, o resultado é a ineficiência estrutural. Com as necessidades de negócios em evolução cada vez mais rápida, a capacidade de uma empresa de requalificar e aumentar as habilidades torna-se a chave para a sua competitividade. O inglês deve ser um factor de inclusão e não uma barreira para o progresso na carreira.

Profissionais de Marketing tendem a ser os que, em média, melhor falam inglês, mas não vão além de um nível moderado. O mesmo nível que profissionais de Advocacia, Estratégia e Planificação, Recursos Humanos e de Tecnologia de Informação.

Com nível baixo em inglês estão, em média, profissionais de Apoio ao Cliente, Investigação e Desenvolvimento, Compras, Finanças e Técnicos de Contas e Comerciais. Com nível muito baixo, aparecem tendencialmente profissionais de Operações, Administrativos e Técnicos de Manutenção.

Embora os chefes de equipa continuem a ter uma proficiência um pouco melhor em inglês, em todo o mundo, eles não são os melhores falantes de inglês em três das cinco regiões estudadas. Essa democratização da proficiência em inglês em todos os níveis de antiguidade está em linha com a melhoria constante do inglês de adultos com mais de 30 anos. As lacunas mais amplas de antiguidade na Ásia e no Oriente Médio provavelmente serão eliminadas à medida que a proficiência melhorar.

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