Em comum, estes animais bastante diversos têm o fato de terem conhecido, durante a sua vida, o homem moderno.

Hoje, "apenas a tecnologia nos permite reconstruir o que se perdeu", afirma Bruno David, diretor do museu, que inaugura na próxima quarta-feira (16) a exposição "Revivre" ("Reviver").

Numa sala da chamada Grande Galeria da Evolução, entre  espécimes dissecados, sete dodôs  aproximam-se de repente do visitante e o observam. O efeito é surpreendente: as criaturas parecem estar ao alcance das mãos.

Entre óculos de realidade aumentada, uma voz conta como estas aves das ilhas Maurício desapareceram no século XVII, após a chegada dos marinheiros europeus que as caçaram até à sua extinção.

Outra sequência mostra a chegada de um punhado de quagas, equídeo do sul da África, uma mistura de zebra e cavalo, que perambulam entre os animais imóveis nas jaulas de vidro.

O quaga também foi caçado, devido à sua pele e carne, até ser extinto em 1880.

Mais à frente, uma versão ampliada de um crânio de animal marinho sai de uma vitrine, onde descansa o original. Pouco a pouco, o corpo de oito metros da vaca-marinha-de-Steller reconstitui-se até parecer de carne e osso.

Próxima ao peixe-boi, esta espécie extinguiu-se rapidamente. Foi descoberta em 1741 no Pacífico Norte, caçada por seu óleo e carne e desapareceu menos de 30 anos depois.

"O objetivo era abarcar diferentes tipos de famílias de animais e variar os tamanhos, comportamentos e texturas", explica Rémi Dupouy, naturalista associado à Saola, empresa especializada em realidade aumentada.

Para preparar este programa de 15 minutos, os investigadores do museu e as equipas da empresa dedicaram um tempo enorme, reconstruindo cientificamente a morfologia e o comportamento destes animais do passado.

As histórias também lançam luz sobre as espécies ameaçadas de hoje, "que sofrem as pressões antrópicas (do homem)", acrescenta o museu.

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