Imagem: Facebook Daniel Jorge

Aquela que é considerada como a casa mais antiga de Lisboa conta com cinco séculos desde a sua construção e resistiu ao maior terramoto de que há registo no litoral centro do país, a um maremoto, à reconstrução de uma cidade e ao avanço dos tempos.

A casa fica em Alfama, um dos bairros mais antigos da Europa (apenas o bairro El Pópulo, em Cádis, lhe supera a longevidade), mais precisamente, na Rua dos Cegos.

Logo na fachada, encontram-se símbolos de outros tempos, como um painel em estilo seiscentista, onde se vê a cópia de um frontal de altar com uma custódia ladeada por dois anjos. Terá feito parte de um altar seiscentista e que foi reaproveitado para fachada desta casa.

Uma das mais vincadas características da arquitetura medieval é o ressalto do primeiro andar. Hoje em dia, é raro ou inexistente encontrar-se esta tipologia em Lisboa, mas era muito comum até ao início do século passado. Inclusive, esta casa estaria rodeada por outras semelhantes.

Paredes que sobrevivem a uma tragédia

Como se não bastasse os anos de construção, esta casa também resistiu àquele que é considerado como o pior desastre natural em território português: o terramoto de 1755. 

A um de novembro de 1755, a capital é assolada por um violento terramoto, seguido de um maremoto e vários incêndios. Era o fim de Lisboa, como se conhecia até à data. Centenas de pessoas perderam a vida, habitações foram destruídas e toda a zona costeira teve de ser repensada. O Marquês de Pombal ordenou uma reconstrução quase total da cidade, a pensar no futuro, e vários edifícios foram deitados abaixo.

No entanto, sobraram alguns exemplares - poucos - que resistiram à força da natureza e à mudança dos tempos e ficaram como testemunhos visuais da história. A grande maioria está em Alfama, tal como esta casa.

Uma curiosidade? O famoso mural de homenagem a Amália Rodrigues, idealizado pelo artista plástico Vhils, está mesmo ali na praça junto à casa mais antiga de Lisboa.

Casa mais antiga
créditos: @juliopereiramusic

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