A data é feriado nacional e os visitantes procuram as boas energias do astro rei que nasce lentamente ao leste do sítio arqueológico a 75 quilómetros de La Paz e 3.860 metros acima do nível do mar.

O governo do presidente de esquerda Luis Arce e as autoridades municipais prepararam uma festa que em aymara se chama "willka kuti" (o retorno do sol), o momento em que a Terra está mais longe do astro e reinicia a aproximação anual.

O cálculo do ano 5.530 resulta da soma dos cinco ciclos, cada um de mil anos, de história dos povos originários até que Cristóvão Colombo chegou à América em 1492. A estes anos são acrescentados os 530 anos desde a chegada dos espanhóis ao continente.

Bolívia celebra Ano Novo indígena com oferendas a
créditos: AFP or licensors

Energia positiva

"É lindo receber toda esta energia positiva do sol para seguir em frente", disse à AFP Eneida Loayza, de 56 anos.

A poucos passos, Edgar Ledezma fechava os olhos e, em seguida, passava as mãos pelo corpo e rosto. "É preciso limpar todas as energias negativas e os rais de sol fazem isso", afirma.

A celebração havia começado ainda mais cedo, quando ainda estava escuro. Xamãs aymaras acenderam uma grande fogueira para colocar as oferendas à "pachamama" (mãe-terra), a quem também fizeram pedidos por uma boa safra no início do ano agrícola.

À "pachamama" foram oferecidos incensos, doces, raízes e frutas. Os presentes foram consumidos pelo fogo.

O presidente boliviano Luis Arce e o aliado político, o ex-presidente Evo Morales (2006-2019), participaram na celebração em Tiwanaku, que fica próximo ao binacional Lago Titicaca.

A localidade é berço de uma das culturas mais antigas do mundo que se estendeu por 15 séculos, desde 400 a.C. a 1172 d.C.

Segundo o Ministério da Cultura, as celebrações para receber o ano novo indígena repetiram-se em mais de 220 locais religiosos e arqueológicos de todo o país.

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