"O que pretendemos este ano é mostrar aos importadores estrangeiros que os vinhos portugueses se adaptam como poucos à gastronomia de outros países. Queremos demonstrar que os vinhos portugueses ‘casam bem' com as gastronomias de diferentes continentes", explicou à agência Lusa o presidente da Lusovini, Casimiro Gomes.

O grupo Lusovini - que produz e distribuiu quase 90 marcas de vinhos portugueses em todo o mundo - realiza, de 19 a dia 25, uma "wine tour" para alguns dos mais relevantes importadores de vinhos portugueses nos Estados Unidos da América, Brasil, Angola, Moçambique, China e noutros mercados orientais.

Ao longo da semana serão confecionados alguns pratos com apontamentos dedicados às gastronomias dos convidados, importadores, mas também alguns jornalistas e críticos do setor, que evidenciem a ligação dos vinhos portugueses com as gastronomias africanas, brasileira, asiática e norte-americana. Entre os ‘chefs’ estarão Vítor Sobral, Luís Almeida, Rui Paula e José Júlio Vintém.

O tema desta viagem de uma semana será a ligação entre o vinho, a arte e o património - estando incluídas no roteiro visitas aos centros históricos de Lisboa e Évora, ao Museu da Tapeçaria em Portalegre, à Biblioteca Joanina e ao Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra, ao centro histórico do Porto e ao Museu Grão Vasco em Viseu.

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"Pretendemos mostrar onde se produzem algumas das 90 referências que a Lusovini comercializa mundialmente, mas também a gastronomia, cultura, paisagem e património histórico e artístico das regiões vitícolas portuguesas. O nosso grande objetivo é valorizar o vinho e dar-lhe mais força, apresentando o todo", evidenciou.

Casimiro Gomes destacou que estes périplos servem para dar a conhecer a realidade nacional e estreitar relações, que depois acabam por refletir-se nas visitas que fazem, ao longo do ano, aos importadores.

"Somos recebidos de uma forma completamente diferente, pois já viram que há uma retaguarda do nosso projeto. Veem que o que apresentamos nos catálogos tem sustentabilidade e credibilidade e isso é muito importante para diferenciar os nossos vinhos de outros", acrescentou.

As viagens pelas principais regiões vitícolas portuguesas permitem um novo olhar sobre os vinhos nacionais, levando os importadores estrangeiros a perceber as diferenças entre os vinhos e o que lhes está associado.

"Estas viagens servem para isso, para credibilizar o país como um todo e, mais do que os 15 cêntimos de desconto, é sentirem que por detrás dos vinhos portugueses está um potencial enorme por descobrir", apontou.

De Portugal acabam mesmo por "sair agradavelmente surpreendidos", uma vez que "a imagem do país lá fora não é assim tão boa como se apregoa".

"O que é normal é saírem notícias nossas menos boas lá fora, até na questão dos incêndios, por exemplo, que faz com que nos questionem mais sobre fogos do que vinhos. Em Los Angeles vemos várias vivendas a arder, comparativamente com o que se assiste em Portugal, mas penso que ainda temos uma narrativa deficiente na comunicação, sobressaindo o que é menos bom e isso tem de ser contrariado", concluiu.

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