Se a vida é um cabaret, jantar no Maxime Restaurante Bar, na praça da Alegria, em Lisboa, é um verdadeiro show. Todas as sextas-feiras, sobe ao palco um elenco de luxo ligado às artes performativas que tem como missão entreter e seduzir o público. À mesa, o chef residente Luca Bordino surpreende na escolha dos sabores e combinações explosivas que despertam os nossos sentidos para uma viagem ao universo burlesco inspirado no glamour dos anos 50. A música, a dança sensual e a ilusão estão por toda a parte.

São 20.30 horas e todos os lugares estão preenchidos. Tem sido assim desde que o “Maxime Cabaret Show” começou, a 5 de abril. A cada semana, há um espetáculo diferente com convidados especiais que se juntam ao elenco fixo, tornando a experiência ainda mais exclusiva.

Quem nos recebe é Francisco Mousinho, storyteller e ilusionista, que ficou conhecido em 2016, graças à sua participação no programa de talentos “Got Talent Portugal”. Ora interage com o público de uma forma divertida e informal, ora brinca com os nossos sentidos, iludindo a nossa mente e a nossa visão.

O artista é um verdadeiro anfitrião e o fio condutor de uma história ousada e sexy, protagonizada por Miss Tea, criadora de teatros musicais e professora de burlesco, e Veronique Divine, performer de burlesco e de dança oriental portuguesa, vencedora da International Crown at World Burlesque Games 2016 e dos New Burlesque Awards London 2013.

Mas a cor, a magia e a sedução tentam-nos também no prato. À mesa, começam a chegar as propostas do chef e o arranque não podia ser mais ousado: royal de foie gras, crumble de frutos secos e cogumelos, pickle de morangos, merengue de morango e chutney de morango, malagueta e gengibre. Provocador e apaixonado. O prato ou o próprio Luca Bordino? Com o desvendar do menu, percebe-se que a personalidade desta ementa não podia ter sido melhor escolhida para o espetáculo a que estamos a assistir.

De seguida, é servido lombo de atum selado em pó do mar, puré de alho, picadinho de pimentos, pickle de beterraba, alcaparras, cenoura e salicórnia. Tanto o atum como o puré estavam cozinhados no ponto e os nossos sentidos derretem-se perante tamanha genialidade. De seguida, chega à mesa vazia de vitela branca com pó de acelgas, puré de alcachofra de Jerusalém, rocha de salsa e espinafres e jus de flor de laranjeira. Mais uma explosão de sabores que nos envolve numa onda de satisfação da gula.

Enquanto isso, no palco, há mais uma estrela a brilhar: Vanity Redfire, uma voz encantadora que nos transporta para o universo das marchas populares ou não estivéssemos em pleno mês de junho. Com interpretações eloquentes e divertidas, a artista chega mesmo a tempo da sobremesa, uma irreverente mousse de manteiga de amendoim, crumble de manteiga de amendoim e gelado de banana, que atenua e equilibra a intensidade do sabor do amendoim.

No final, depois de muitas gargalhadas e atuações com pouca roupa, aplaudimos mais uma experiência inesquecível de jantar e espetáculo - produzido pela Voix de Ville -, que só poderia acontecer no Maxime, um hotel de quatro estrelas com restaurante e bar, inaugurado em outubro último para homenagear o espaço que já foi um luxuoso cabaret de inspiração parisiense.

Os bilhetes custam 55 e 65 euros e a temporada encerra no final deste mês.

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