Para pilotos, especialistas e, segundo dados empíricos, a ideia de que ir em primeira classe é mais seguro é um “disparate”.

Chesley “Sully” Sullenberger III, ex-piloto e atual consultor de segurança do National Transportation Safety Board, afirmou ao The Washington Post que a primeira classe não é mais segura do que a económica. Harro Ranter, diretor-executivo da Rede de Segurança de Aviação, partilha da mesma ideia. “Não consigo pensar em nada [que tornaria a primeira classe mais segura]". Segundo Ranter, em caso de acidente, há mais hipóteses de sobrevivência na parte traseira.

Já, segundo uma longa análise da revista TIME, o passageiro que vai no meio da última fila do avião é o que tem mais hipóteses de sobreviver. Ainda de acordo com a revista, os assentos na terça parte de trás das aeronaves tiveram uma taxa de fatalidade de 32 por cento, em comparação com os 39 por cento no terço médio e 38 por cento no terço frontal. Os lugares do meio foram os que tiveram os melhores resultados (apenas 28 por cento da taxa de mortalidade).

Com a conotação de assentos com as piores taxas de mortalidade estão os do corredor no terço médio do avião, representando 44% taxa de mortalidade.

Apesar das análises, importa reter que não existe um assento “mais seguro”. A verdade é que em caso de acidente, a sobrevivência depende mais das circunstâncias do acidente, do que do lugar onde está sentado.

No final, não importa em que classe viaja. Mas se procura a opção mais segura, talvez deva considerar voar apenas com as companhias áreas que tiveram poucos ou nenhum acidentes fatais.

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