Diz-se que na origem da Quinta esteve Velleda, um sábio e antigo profeta que viveu nas redondezas de Penafiel, mas a verdade é que os primeiros registos efetivos da herdade remontam ao século XVI.

Foi sempre uma propriedade agrícola que ao longo dos anos passou de mão em mão, até que, por volta de 1850, o deputado Manoel Pedro Guedes de Silva da Fonseca, cansado da política e da vida que levava na capital, apaixonou-se pela região e foi viver para a Aveleda. Era uma pessoa com uma grande visão e dedicou-se bastante à propriedade, plantando vinhas, fazendo obras e desenvolvendo as estruturas já existentes. A ele se deve, por exemplo, a construção de uma adega com capacidade para 300 pipas.

Manoel Pedro Guedes de Silva da Fonseca acreditava plenamente no futuro da vinha e foi comprando mais hectares para alargar a propriedade. Hipotecava as terras que já tinha para poder comprar mais terrenos e desta forma alargou o património agrícola até Penafiel.

Nas décadas de 1870 e 1880, com a invasão da filoxera, grandes extensões de vinha ficaram completamente destruídas, mas o seu proprietário não baixou os braços e procedeu à sua reconversão segundo moldes avançados para a época.

Usando formas inovadoras de plantio e seleção de castas conseguiu controlar e melhorar a produção e a qualidade dos vinhos. Quando morreu em 1898, o ex-deputado já tinha ganho com o seu trabalho de excelência, várias medalhas em exibições e concursos internacionais.

Os dois filhos de Manoel Pedro Guedes de Silva da Fonseca, Fernando e Manuel, continuaram o seu trabalho e até hoje a Quinta da Aveleda mantém-se na mesma família, refletindo nas suas vinhas luxuriantes, toda a sua paixão e dedicação.

Cada recanto da Aveleda conta uma história e é entre as suas espécies raras de árvores centenárias, como o cedro japonês, o cipreste do pântano ou as sequoias americanas (que tem o nome dos netos da família Guedes), que as vamos descobrir.

Mais de cem espécies de camélias; um lindo lago central; uma janela manuelina; chalés saídos de uma história infantil; uma torre de cabras anãs; uma cozinha antiga, onde o tempo parece ter parado; uma adega que guarda preciosidades e a fonte de Nossa Senhora da Vandoma… Tudo isto faz parte do legado que se preserva neste jardim escondido em plena Região dos Vinhos Verdes. Tens vontade de ficar ali a sonhar, mas a guia apressa-te e obriga-te a manter o ritmo…

Antes de seguir para uma degustação de vinhos, acompanhados de queijo Aveleda, passamos pela bonita casa principal, o coração da Quinta da Aveleda (que ainda hoje é habitada pelos Guedes), e não podemos deixar de sentir um imenso respeito pela família que soube preservar e desenvolver tão maravilhoso património.

A loja da quinta é a última paragem. Tem vinhos, aguardentes, queijos, compotas caseiras, bombons, biscoitos artesanais… Difícil é escolher o que comprar, porque a vontade é trazer tudo!

Podemos usufruir de várias experiências na Quinta da Aveleda: visitas, degustações, gastronomia, workshops, etc., mas todas tem de ser marcadas com antecedência. Podem fazer a reserva online aqui.

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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