A Lua Cheia desde o início da sua atividade, nas palavras de Maria João Trindade, atriz e diretora artística da Lua Cheia, gosta de “fazer este trabalho misto, de ator e marioneta.

Lua Cheia
créditos: Andarilho

Trabalhamos também muito para a criança, embora a marioneta seja transversal e existam mesmo espetáculos só para adultos”. Maria João Trindade acrescenta que “para as crianças é muito importante porque é um jogo que eles também fazem. Pode até ser outro tipo de objetos a que se dá vida”.

Ou por outras palavras, o fascínio das marionetas que encanta todos, independentemente da idade. “Nós consideramos que o teatro é um todo e que o trabalho da palavra, da manipulação, do jogo cénico, da luz e do som também é importante.

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créditos: Andarilho

É esse todo que faz essa magia. Faz acreditar e, no que respeita à marioneta, às vezes faz esquecer o marionetista. Isso acontece muitas vezes o que é interessante.”

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créditos: Andarilho

A Lua Cheia cruza em cena várias linguagens e também cria estratégias, como por exemplo serem contadores de histórias, que apelam à leitura, em particular através de leituras encenadas. Descreve Maria João Trindade que “o livro está sempre presente. Existe sempre a leitura com com diálogos que não são lidos... Há sempre um jogo entre a leitura e o processo teatral. Também temos os contos que fazemos em bibliotecas, que podem ser com livros ou apenas narração oral.

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créditos: Andarilho

Fazemos ainda histórias em tom de brincadeira, uma “converseta” de histórias de livros a histórias pessoais, mas que se inserem neste quadro de partilhar historias e momentos.”

Este é um dos motivos porque apostam em percorrer o país, porque fazem muita itinerância. “Para os mais pequenos vamos às escolas embora o que gostaríamos é que a escola viesse ao teatro. Vamos ainda a bibliotecas, auditórios municipais e também fora do país.”

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Entrada da Casa do Coreto, em Carnide créditos: Andarilho

A Lua Cheia tem uma sala em Lisboa e é também um projeto interessante. É a Casa do Coreto porque fica mesmo em frente ao bonito coreto que está numa praça de Carnide. Antes era uma serralharia e foi transformada num espaço cultural em parceria com a Junta de Freguesia de Carnide. Agora, em Janeiro, é o palco para um dos espetáculos que há mais anos, há duas décadas, faz parte do repertório da Lua Cheia. “Nós somos uma companhia com 22 anos e temos alguns espetáculos que vão continuando em carteira. Porque os consideramos importantes como é o À Procura do ó-ó perdido.

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À Procura do ó-ó perdido também foi publicado em livro créditos: Andarilho

É um espetáculo de Pascal Sanvic. Ele é francês e e produziu este espetáculo há muitos anos em França. Nós depois também o montamos em Portugal e está em cena desde 2000. Tem sempre uma grande magia.

Há um jogo cénico e é um espetáculo intemporal. Vamos estar em cena com ele em janeiro porque fazemos sempre questão de iniciar todos os anos com o À Procura do ó-ó perdido.

Já percorreu o país, já esteve em Moçambique... e ficamos muito contente de o ver por aí. É um espetáculo a partir de 1 ano de idade e até aos 5,6 anos. O espetáculo é de teatro e marionetas e está em cena até 26 de janeiro.

A Casa do Coreto recebe também espetáculos de outras companhias.

Lua Cheia de histórias faz parte do programa da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

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