Capital da República da Áustria e uma das cidades mais charmosas da Europa, Viena, enquanto centro do extenso Império dos Habsburgos, foi durante muitos séculos, a porta de entrada entre o Ocidente e Oriente e continua a atrair  visitantes com as suas magnificas atrações históricas, coleções de arte, palácios e forte herança musical.

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créditos: The Travellight World

Viena é uma daquelas cidades a que gosto sempre regressar. E porquê? Por três coisas, fundamentalmente: os palácios, a música e os cafés.

OS PALÁCIOS

Os Habsburgos governaram o Sacro Império Romano, incluindo a Áustria, por centenas de anos. Como qualquer família real poderosa,  mandaram construir uma série de palácios por toda a Europa e alguns dos melhores estão localizados em Viena.

Schönbrunn e Belvedere são os palácios mais populares, mas Viena tem muitos mais para entreter o visitante.

O Palácio Schönbrunn, antiga residência de verão dos Habsburgos e atual Património Mundial da UNESCO, é uma visita obrigatória em qualquer itinerário vienense.

O palácio foi projetado pelo arquiteto barroco Johann Bernhard Fischer von Erlach para o imperador Leopoldo I, que pediu uma casa de caça imperial para seu filho, o príncipe herdeiro José, que mais tarde se tornaria o imperador José I. Tornou-se uma residência imperial ao longo do século XVIII e, durante o reinado de Maria Teresa foi utilizado como residência imperial de verão. Este exemplo barroco de opulência é frequentemente comparado a Versalhes.

Quem se interessa por história, ou aprecia coisas belas, pode fazer uma excursão pelo interior do palácio e ver os seus salões, quartos e apartamentos privados.

No exterior, vale a pena visitar os jardins que acolheram os passeios de Sissi, a princesa bávara que se tornou Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria como esposa de Franz Josep I.

Em destaque estão as fontes, como a de Neptuno, uma verdadeira obra-prima e o jardim zoológico, lar de mais de 500 espécies de animais, incluindo um panda gigante.

Os Palácios de Belvedere, são outra atração imperdivel da cidade. Construídos no início do século XVIII pelo arquiteto barroco Johann Lucas von Hildebrandt como a residência de verão do príncipe Eugénio de Sabóia, os dois Palácios Belvedere — designados por Belvedere Superior e Belvedere Inferior — abrigam atualmente a maior coleção de arte austríaca, desde a Idade Média até aos dias de hoje, complementada pelo trabalho de artistas internacionais como Claude Monet, Vincent van Gogh e Max Beckmann. É aqui que encontramos também as famosas pinturas de Egon Schiele, interessantes exposições temporárias e a mais extensa coleção da obra de Gustav Klimt.

Uma curiosidade a saber é que, como não são permitidas fotos, o museu instalou uma cópia da famosa pintura de Klimt “O Beijo“ para permitir aos visitantes tirarem selfies na frente da obra.

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Integrado nos museus Belvedere, e também a merecer uma visita, está o 21er Haus, que exibe arte contemporânea.

O Museu de Artes Aplicadas (MAK), localizado em Stubenring, também tem uma exposição permanente muito interessante e um restaurante digno de nota. Jantar no Salonplafond é sempre um evento. O restaurante acomoda 140 pessoas, tem uma decoração imaginativa, bem como uma atmosfera descontraída e animada, DJ e, o mais importante: serve excelente comida. Destaco os ravioli recheados com alcachofras e cogumelos e um delicado molho de manteiga de amendoim.

Para algo mais clássico aconselho o Hotel Grand Ferdinand. O restaurante principal do hotel, situado no piso térreo, serve pratos tradicionais austríacos, dos quais se destacam o Fleischlaberl à Metternich (almôndegas de carne com ovo e espinafres, uma receita que data de 1814).

A comida que se vende na rua também não é de desprezar, principalmente as condimentadas salsichas Bitzinger, que encontramos em vários locais da cidade.

Para cocktails aconselho uma paragem no Bar Loos, projetado em 1908 pelo pioneiro da arquitetura moderna vienense, Adolf Loos.

OS CAFÉS

Viena tem muitos cafés importantes, mas a sua estrela mais brilhante é o Café Sacher, famoso pelo sachertorte, conhecido como “o melhor bolo de chocolate do mundo”.

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O Café Griensteidl, o Café Vollpension e o Café Drechsler, perto do Naschmarkt eprojetado por Terence Conran, são outras das joias da cidade. Muitas pessoas não sabem, mas o Café Vienense e a cultura a este associada, são considerados Património Cultural Imaterial da UNESCO.

Aqui, a cultura do café é considerada um assunto sério e… lento. Ninguém vai estranhar se alguém ficar sentado numa mesa, durante horas, com uma chávena de café, a ler um livro ou a falar com os amigos.

As sobremesas servidas nos cafés são o paraíso dos gulosos: bolos de chocolate, strudel de maçã, tortas e outros doces garantem que qualquer dieta fique bem esquecida.

Os edifícios barrocos de Viena são quase tão maravilhosos quanto os bolos e o café. Quando passamos pelas ruas, cada canto parece exigir uma paragem e um click da nossa máquina fotográfica.

As fachadas pintadas em tons pastel, as estátuas de inspiração grega e romana empoleiradas no topo dos telhados… tudo chama a atenção.

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Os Habsburgos acumularam muitas peças de inestimável beleza e valor ​​ao longo de seus anos no poder, e agora podemos aproveitar os benefícios da sua riqueza visitando os diversos museus da cidade. O  Kunsthistorisches Museum é o maior e o mais importante.

A MÚSICA

Uma última palavra tem de ser guardada para a música!
A capital da Austria é uma cidade onde a música impera, é um lugar onde tão depressa ouvimos “Danúbio Azul”, a famosa valsa de Johann Strauss, como ópera e jazz.

A música clássica está por todo o lado e pode ser apreciada em praticamente todas as praças, parques e cafés. A cidade onde viveu Mozart tem mesmo música no seu ADN!

Os clubes de jazz também são excecionais. Destaco o Porgy & Bess — um dos melhores clubes de jazz da Europa e o Jazzland — o clube de jazz mais antigo da Áustria.

Texto: Ana Maria Barreto - The Travellight World

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