Uma das razões pelas quais nos sentimos atraídos pelo continente africano é que somos apaixonados por história e sabemos que os portugueses foram os primeiros a desbravar território desconhecido. Claro que temos noção que estes primeiros contactos tiveram consequências muitas vezes nefastas para as populações indígenas, em particular pelo infame comércio de escravos. Sendo assim, nas nossas viagens por África queremos sempre conhecer esse outro lado da história, por vezes esquecido, e que explica muito do que aquele continente sofreu e como esse passado continua a ter reflexos no presente.

Na passagem de ano de 2013/2014 já tínhamos feito uma viagem pelo Senegal, cuja capital está perto do ponto mais ocidental da África continental, e cujo território tem uma história tristemente célebre de comércio de escravos. Usámos os transportes públicos, deslocámo-nos com a população local, e viajámos pela costa, conhecendo Dacar e Saint-Louis, e a lamentavelmente famosa Ilha de Gorée. Mas também explorámos o interior do Senegal, onde em Tambacounda, já perto da Guiné, tivemos um primeiro contacto com uma África mais profunda e que nos deixou com mais vontade de a conhecer melhor.

Gostámos tanto desta viagem e da viagem em overland que fizemos em 2015 que decidimos que, no Verão de 2016 , iríamos começar onde tínhamos acabado no ano anterior, nas Quedas de Água de Vitória, mas que desta vez iríamos prosseguir por conta própria. Começámos por explorar o Zimbabué e a Zâmbia, onde descobrimos o maravilhoso Parque Nacional de Luangwa Sul, para depois atravessarmos o pobre e subdesenvolvido Malawi, mas cheio de pessoas simpáticas e orgulhosas.

Terminámos na Tanzânia, cruzando o país do interior à costa, por entre fazendas de café, e pondo fim à viagem na paradisíaca ilha de Zanzibar, com praias de areia de coral e uma capital, Stone Town, saída de um conto de Mil e uma Noites.

No entanto, a história de Zanzibar também se cruza com a história dos portugueses, estabelecidos em Mombaça, no actual Quénia, e das potências árabes, como o sultanato de Omã, que sucedeu aos portugueses e levou o comércio de escravos até ao final do século XIX.

África é um continente fascinante, onde a natureza no seu estado primordial nos arrebata com cores e cheiros, e a grande maioria da sua população, honesta e gentil, apesar da sua história difícil, nos faz sentir em casa e nos faz querer sempre regressar. E é isso que, mais cedo ou mais tarde, nós faremos.

Escrevemos sobre as nossas aventuras pelo continente de África no nosso blogue, Viajar entre Viagens.


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