Numa altura em que as viagens para fora do país ainda são muito limitadas, Malta destaca-se como uma boa opção já que está de portas abertas aos portugueses e regista um baixo número de casos de infeção por coronavírus. Os apaixonados por mergulho vão adorar visitar o país, já que o arquipélago apresenta uma abundante oferta para mergulhadores que procuram experiências inesquecíveis durante todo o ano. Muitos entusiastas de mergulho escolhem este destino para explorar o mundo subaquático que envolve as ilhas, descobrindo joias submarinas e riquezas históricas sem igual.

Um dos destroços mais notáveis nas águas de Malta é o HMS Maori, localizado na baía de St. Elmo sob Valletta. O navio foi afundado durante um bombardeamento, em 1942, e encontra-se atualmente a 14 metros de profundidade. Outra das curiosidades mais populares são os restos do Bristol Beaufighter, um avião bombardeiro britânico afundado em 1943. O navio permanece a uma profundidade de 42 metros a sudeste de Malta, local muito visitado por mergulhadores profissionais.

O Le Polynesien é também considerado um local de paragem obrigatória, um transatlântico francês do século XIX afundado por um torpedo durante a Primeira Guerra Mundial e um dos maiores e mais impressionantes naufrágios de Malta. No entanto, só é acessível a mergulhadores experientes e técnicos, devido ao seu grau de dificuldade. Desde 1 de Maio de 2019, o transatlântico está sob a proteção do Heritage Malta, e é necessária uma licença especial para mergulhar nos destroços. Mais recentemente, em 2007, o barco de patrulha alemã P-29 afundou-se nas águas maltesas e encontra-se a 34 metros de profundidade, em Cirkewwa Point. Cirkewwa é provavelmente o ponto de mergulho mais importante de todo o arquipélago.

Os recifes de coral são outra atração que torna o arquipélago num excelente destino para o mergulho. Uma fusão de cor e natureza que, combinada com o azul das profundezas do mar, oferece abrigo a um grande número de espécies.

Um ponto obrigatório para qualquer amante do mergulho é o icónico Buraco Azul de Gozo, uma formação rochosa natural que se assemelha a um tubo vertical, que tem sido esculpido ao longo de milhares de anos pela ação do vento e pela erosão provocada pelas ondas. À primeira vista pode parecer estar esculpido nas rochas circundantes, no entanto, um arco subaquático localizado 10 metro abaixo da superfície liga-o ao mar aberto, o que o torna uma formação geológica única. Para alcançar o Buraco Azul, é necessário caminhar sobre rochas calcárias de coral antigas com superfícies rugosas e arestas vivas. A partir da costa, uma plataforma de água rasa leva a uma queda repentina, que é o próprio Buraco Azul.

O Jardim dos Corais, localizado em frente ao Sliema Promenade, oferece túneis e cavernas espetaculares para serem explorados por mergulhadores de todos os níveis. É um local ideal para os entusiastas da fotografia subaquática graças à sua variada vida marinha e formações rochosas.

Finalmente as grutas de Santa Maria em Comino são também muito populares, já que oferecem inúmeras possibilidades para mergulhar entre cavernas. Uma paragem recomendada para quem viaja de barco para a ilha, uma vez que é lar de uma grande variedade de peixes que podem ser vistos com muita facilidade através das águas cristalinas.

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