Aqui, sessenta por cento da população fala francês como primeira língua e a influência francófona é visível por todo o lado. Basta percorrer as ruas estreitas da Velha Montreal, parar numa esplanada para tomar café ou experimentar a gastronomia local, para descobrir a maravilhosa dinâmica que resultou da junção das culturas europeia e norte americana.

Esta parte da cidade remonta ao século XVII, altura em que se fixou na região uma colónia, fundada pelo francês Paul de Chomedey.
A arquitetura dos bairros, a icónica Basílica gótica de Notre-Dame; a histórica Torre do Relógio; o Montreal City Hall; a Place d'Armes (e todos os edifícios que a circundam) e a Rua Saint-Paul, que em tempos foi a rua principal de Montreal, são algumas das atrações que recordam esta conexão francesa.

As vistas do Mont Royal — que deu o nome à cidade — e do Oratório de São José que fica no seu cume, dominam o horizonte. Demora cerca de 45 minutos (a pé) para chegar ao Mont Royal a partir do centro de Montreal (ou cerca de 9 minutos de carro), mas as vistas a partir daqui, compensam a viagem.

montreal: um pedacinho da europa na américa do norte
créditos: The Travellight World

Nas cidades grandes e prósperas as pessoas podem às vezes parecer frias e distantes, mas isso não acontece em Montreal. Em Montreal a vida em comunidade ainda é importante e os seus 19 bairros, desde a Velha Montreal até ao bairro boémio de Plateau, tem orgulho nisso. 

Com o apoio do governo local, os membros da comunidade tem trabalhado, lado a lado, nos últimos anos, para transformar antigas lixeiras em jardins, pintar murais nas laterais de prédios velhos e transformar becos esquecidos em hortas comunitárias.

Os habitantes de Montreal têm uma mentalidade e um modo de vida que conquista imediatamente o visitante. A sua preocupação ambiental é evidente e a agricultura urbana é mesmo uma realidade.

Esta cidade-ilha, com aproximadamente 1,6 milhões de pessoas, possui dezenas e dezenas de hortas comunitárias, e os números impressionam — uma única horta, construída num terraço da cidade,  consegue supostamente, cultivar cerca de 220 toneladas de produtos por ano!

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créditos: The Travellight World

Outro dado interessante sobre Montreal é o facto de possuir centenas de colmeias.

Ao contrário da maioria das regiões do mundo, onde as populações de abelhas estão a decair, em Montreal os números sobem. As colmeias estão instaladas nos terraços, nas varandas ou nos quintais. A diversidade de flores que as abelhas conseguem encontrar na cidade e a proibição do uso de pesticidas ajuda a explicar este fenómeno.

A preocupação ambiental estende-se também aos transportes. Com mais de 400 quilómetros de ciclovias e diversos programas de partilha de bicicletas, Montreal merece bem a sua designação como a metrópole mais bike friendly da América do Norte. 

Estima-se que metade da população adulta anda de bicicleta, pelo menos uma vez por semana e todos os anos há uma grande celebração chamada Tour de L'Ile, onde dezenas de milhares de ciclistas “invadem” as ruas da cidade.

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créditos: The Travellight World

Mas Montreal é mais que a sua consciência ecológica. É também arte. O Museu de Belas Artes e o Museu de Arte Contemporânea de Montreal merecem uma visita e uma noite na Place des Arts — onde está a casa da Orquestra Sinfónica de Montreal, do Grand Ballet Canadiens e da Opera de Montreal — é garantidamente uma noite bem passada.

Entre as salas mais importantes da cidade encontram-se também o Anfiteatro Bell e o Oscar Peterson Concert Hall, mas quem gosta de lugares mais intimistas pode optar por assistir antes a um espetáculo na Casa del Popolo.

Para ver os melhores murais de arte urbana da cidade e algumas das mais interessantes galerias de arte de Montreal o ideal é ir até ao Plateau. Este bairro, caracterizado pelas suas casas coloridas, livrarias e cafés, teve desde sempre uma natureza boémia e muitos dos escritores famosos do Quebec, como Michel Tremblay e Mordecai Richler, viveram aqui.

montreal: um pedacinho da europa na américa do norte

Montreal não é exatamente conhecida pela sua cozinha, mas dito isto, a verdade é que é muito difícil resistir a um prato de poutine (batatas fritas com queijo); a um bagel assado artesanalmente em forno de lenha (como só nesta cidade encontramos) ou a uma bela sandes de carne fumada da Schwartz Deli.

Não é à toa que chefs internacionais como Daniel Boulud, abriram restaurantes aqui. Lugares como o L'Express — um clássico bistrô francês, localizado no Plateau, que oferece um serviço impecável e pratos deliciosos ou o Joe Beef, conduzido pelos chefs David McMillan e Frédéric Moran, são de paragem obrigatória, assim como o Toqué! Um restaurante com vista para uma das praças mais bonitas da Velha Montreal e um menu de degustação excecional.

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créditos: The Travellight World

Reserve já a sua viagem para Montreal. Este belo e dinâmico destino reúne todos os ingredientes de uma grande cidade: calor humano, caráter, arte, consciência ecológica, boa comida e uma lista interminável de coisas para fazer.

Texto: The Travellight World

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