Desde a capa à última fotografia, Ana (@ana.abrao.photo) prima pela originalidade e pela audácia da lente. Percorreu e saltou fronteiras, esperou sabiamente para entrar na casa e na vida de famílias longínquas para se encontrar com as suas culturas. Desde tomar chá e um banho escaldado em recantos da Índia até ao encontro com os olhares de crianças em escolas desfavorecidas de mimos. Cada retrato conta a história não só daquela pessoa, como de toda a viagem da sua vida. Viagens de vida e de lugares - como podem ver ao longo das galerias de fotos abaixo.

O mais recente prémio veio do IPA Book Awards (@iphotoawards) pelo qual a fotógrafa Ana Abraão recebeu menção honrosa. E não esquecer que a imagem da capa do livro “Outros Mundos” foi premiada no Travel Photographer of the Year, um dos concursos mais importantes do mundo. Esta residente portuguesa conta, no total, com quatro prémios atribuídos às suas fotografias do livro “Outros Mundos”.

As viagens que a Ana retrata através das suas fotografias fazem-nos abrir o atlas com outra perspetiva e planear novos voos. Há tantos lugares e culturas por perceber que só com a compra do livro galardoado… sentimos que fazemos carimbos variados no nosso passaporte. São histórias arrepiantes que as imagens acompanham. Arrepiantes dos vários pontos de vista: o ser humano é tão brilhante quanto atormentador.

A "nossa premiada" apresenta-se assim e em língua portuguesa: “Olá! Do lado de cá fala uma apaixonada pela fotografia que vive na costa sul de Portugal (um dos recantos mais lindos da Europa).” De nacionalidade brasileira ela narra histórias de ‘outros mundos’ remotos para o mundo menos atento: o Ocidental. Com a alma dividida pelo Oceano Atlântico, na verdade julgo que a Ana Abrão tem a sua verdade de ser semeada nesses lugares do planeta onde ela passou meses e celebrou cada dia. Quando tive oportunidade de me dirigir em entrevistas a esta fotógrafa de mérito, percebi a sua humildade e essência que só se conseguem de duas formas: ou se nasce assim e/ou se atinge tal com viagens ao umbigo do mundo.

Nesse umbigo, dividido por vários lugares remotos como Mabul ela coloca bem o seu objetivo de viagem em que a máquina fotográfica domina a bagagem, o mais não importa: “(…) quero descobri-las por dentro e através dos olhos, quero que nas minhas imagens sejam o espelho do melhor que têm, das suas mais belas expressões (…)”.

Neste livro encontra áreas de fotografia desta forma: vida em movimento, paisagens, faces do mundo e países. Na galeria dos países, imagens de Portugal descortinam-se e claro com foco no Algarve onde a Ana reside. Na galeria da vida em movimento, encontramos fotografias que parecem quadros impressionistas com uma mistura futurista. Dignos de uma espreitadela exigente ‘Mona Lisa’. O que mais me encanta, pessoalmente e como viajante e escritora, são os retratos (faces do mundo) em que vemos outras vidas vividas a anos luz das nossas, mas num mesmo estreito temporal a que chamamos ‘Abril de 2021’ neste momento. Mas esses retratos poderiam e poderão ser de qualquer momento do mundo.

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