O voo para o reino do Butão é considerado o voo comercial mais bonito do mundo. Ter a cordilheira dos Himalaias aos pés, não é algo que aconteça todos os dias. E ver o Everest pela primeira vez é algo que nunca mais se esquece. Mas este voo é também considerado o mais assustador de todos. Mas para mim, acreditem, foi só o mais impressionante de sempre. Se esquecermos o meu primeiro salto sozinha depois do meu curso de queda-livre...

E eis como tudo se passa: cerca de dez minutos depois de passar o Everest, o piloto faz uma súbita viragem à esquerda e vai baixando altitude sempre a serpentear as montanhas. Viragem à esquerda, viragem à direita e assim sucessivamente numa coreografia que vamos acompanhando dentro do avião em absoluto espanto.

Durante cerca de 20 minutos voa-se com as montanhas a uma distância de não mais de 50 metros das asas do A319. Até se consegue ver a roupa a secar nos estendais das casas nas montanhas. E é assim até aterrarmos, a 2300 metros acima do nível das águas do mar, em Paro, numa pista com apenas 1900 metros de comprimento. A única no mundo mais curta do que a altitude a que se encontra.

Aterrar no Butão
créditos: Mundo Magno

Só é permitido aterrar e levantar voo de dia e só com as condições meteorológicas favoráveis. Os pilotos têm de conseguir fazer uma avaliação visual da segurança. Os aparelhos de voo não chegam. Não surpreende por isso que apenas os 8 pilotos da Drukair consigam fazer isto e por isso apenas esta companhia aérea está autorizada a realizar este voo. Pela primeira vez na vida bati palmas após uma aterragem. True story...

Aeroporto do Butão
Um aeroporto que mais parece um templo créditos: Mundo Magno

Dica: Na ida peçam um lugar do lado esquerdo e no regresso à direita. É desse lado que ficam os Himalaias.

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Artigo originalmente publicado no blogue Mundo Magno

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