A empresa norueguesa Hurtigruten, conhecida pelos navios que transportam os turistas ao longo dos fiordes e da costa do país até o Ártico, vai  investir cerca de 725 milhões de euros, ao longo de três anos, para adaptar a frota. Seis dos seus navios mais antigos serão adaptados para funcionar com uma combinação de gás natural liquefeito, baterias elétricas e biogás.

O biogás será proveniente de resíduos orgânicos, como peixes mortos, da agricultura e da silvicultura, segundo adiantou Daniel Skjeldam, presidente-executivo da Hurtigruten, em entrevista ao The Telegraph. A Hurtigruten, que é a maior operadora de cruzeiros de expedições do mundo para destinos como Antártida, Svalbard e Gronelândia, também encomendou três novos navios que funcionarão a eletricidade, tendo um motor a diesel apenas como reserva.

O setor marítimo está a enfrentar regulamentações internacionais mais rígidas, incluindo cortes nas emissões de CO2 de pelo menos 50% até 2050 em comparação com os níveis de 2008.

A ideia principal seria reduzir as emissões de CO2 e tornar as embarcações mais amigas do ambiente. Skjeldam diz que o objetivo final é operar os navios completamente isentos de emissões.

Este ano, a linha de cruzeiros anunciou a proibição do uso de plástico em toda a sua frota de 17 navios.

No próximo ano, ocorre o lançamento do MS Roald Amundsen, o primeiro navio de cruzeiro com bateria híbrida do mundo. Com motores quase silenciosos, também evitará perturbar a vida selvagem. A Hurtigruten será, ainda, a primeira empresa a usar biogás como combustível para navios de cruzeiro.

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