“Este é um dos planos, desde o início”, enfatizou Helena de Senna Fernandes em entrevista à Lusa, referindo-se à possibilidade de tanto os habitantes de Macau, como visitantes, terem uma ligação direta ao aeroporto de Honk Kong, num momento em que esta viagem exige dois controlos fronteiriços, para além do aeroportuário.

“É possível, mas não é assim tão fácil. (..) No futuro, (..) acho que vai haver essa possibilidade de ter uma melhor maneira de utilizar a ponte para interligar o aeroporto de Hong Kong e Macau. E, se calhar, não só: se calhar podemos utilizar a ponte para nos ligarmos, por exemplo, à ‘Disney’ e outras atrações na zona de Hong Kong”, adiantou a responsável pela Direção dos Serviços de Turismo (DST).

“Neste momento existem alguns constrangimentos em termos na livre circulação de pessoas” na Grande Baía, salientou, referindo-se ao projeto de criação de uma metrópole mundial que envolve as regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong, Macau e nove cidades [Cantão, Dongguan, Foshan, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai] da província de Guangdong, no sul da China.

No total, nesta região habitam cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

“Ainda existem vistos que as pessoas têm que tirar. Não é assim tão linear ainda para [se] ter uma viagem facilitada, mas acho que é um objetivo para o futuro, (…) ter uma ligação mais facilitada para os nossos visitantes e para quem vive em Macau”, sustentou.

O turismo em Macau cresceu 211% entre 1999 e 2018, passando de 11,5 para 35,8 milhões de pessoas, segundo as autoridades.

Os chineses constituem a esmagadora maioria dos 35,8 milhões de turistas que visitaram Macau em 2018.

Fonte: Lusa

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