"Há muitos americanos. São grandes apaixonados por Paris, além dos italianos, brasileiros, asiáticos de Taiwan, Coreia do Sul, China e Japão", contou o responsável pelo leilão, Olivier Collin du Bocage, que dirigiu a venda de 165 lotes de cadeados.

O leilão aconteceu no Crédit Municipal de Paris, mas também poderia ser acompanhado pela internet por meio da página Interencheres, ou por telefone. Teve a participação de 400 inscritos, conforme explicado antes do início do evento.

O dinheiro arrecadado pela venda dos 150 conjuntos de cadeados da antiga Pont des Arts de Paris, onde ficavam os cadeados, será destinado a três organizações que trabalham com o acolhimento e o acompanhamento dos refugiados em Paris: Solipam, Exército da Salvação e Emmaüs Solidarité.

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Alguns lotes chegaram a alcançar entre 1.000 a 2.400 euros.

Gaëlle Salaün, parisiense, comprou um lote por 520 euros, "porque tinha um nome em espanhol". "Eu gostei disso. Além de ser a minha contribuição aos refugiados", explicou.

"É gratificante, há muita humanidade nisso", declarou feliz Bruno Morel, diretor da Emmaüs Solidarité. A associação dedicará a parte do dinheiro para construir áreas recreativas para crianças no centro de acolhimento que gere em Ivry-sur-Seine, no sudeste de Paris.

O ato foi atrapalhado, entretanto, por um protesto de dezenas de militantes da ultradireita que entraram rapidamente no evento, em repúdio à arrecadação destinada aos refugiados.

Centenas de milhares de cadeados foram colocados nos corrimões das pontes de Paris, provocando problemas de segurança e degradadação do património, antes de serem retirados.

Fonte: AFP

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