Em Portugal, crescemos a ver nos meses de verão os emigrantes que voltam ao país, uma geração diferente. E chegou a vez da nova geração, a minha, de experimentar a viagem mítica.

Tudo preparado para seguir ao final da tarde, paragem para jantar e chega a prova de fogo de passar por Paris. Devia passar das 22h, mas todo o meu corpo era tensão e dava para agarrar mais o volante! Uma pequena pausa para deixar o corpo relaxar e seguimos para dormir em Tours.

Um "hotel de 2 estrelas", mas que era mais uma residência de estudantes. Um forno dentro daquele estúdio, uma ventoinha que ajudava simplesmente a circular o ar. Não sei como adormeci, mas o cansaço da viagem foi mais forte, mesmo contra o miar constante do gato. No entanto, tenho a dizer, achei a cidade de Tours bonita, e mesmo o estúdio para um estudante tinha o necessário e espaço suficiente.

Dia seguinte: o que deveriam ser 3 horas para passar o que faltava de França, passou para mais de 6 horas com um engarrafamento de pouco mais de 300 quilómetros. Exaustão, frustração! Só voltei a conduzir um pouco em Espanha, porque já não tinha mais cabeça ou corpo depois do frete da manhã. Só chegámos 4 horas depois do que tínhamos planeado, depois de várias sestas minhas e um gato amuado pela viagem e noite que também passou.

Chegar à casa, não há sentimento que se explique! E ter que fazer as despedidas, é algo que custa sempre!

Viagem de volta e aventuramo-nos a fazer a viagem de noite para tentar escapar ao inferno que se passou em França. Fez-se bem melhor, mesmo com mais pausas, e pelos vistos ainda consegui dormir umas boas horas (porque conduzir de noite não é para mim, preciso do meu descanso). Não estava à espera de ainda haver algum tráfego, mas nada comparado a antes! 19-20 horas e estávamos de volta à Bélgica.

Depois desta prova de fogo, Portugal, Espanha e Bélgica são fáceis de conduzir. França e os seus condutores é outro nome. Apesar do corpo se ter sentido bastante, ser necessário quase 2 dias para recuperar, valeu a pena pela viagem, pelas paisagens, pela experiência.

Podem seguir a Helena no seu blog, onde este texto foi originalmente publicado.

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