Estava, neste momento, a meio da minha travessia pela América Central, quando decidi "esconder-me" em Costa Rica, a sul. Não recomendo o Norte se tiver com menos tempo ou se quiser um sabor de "retiro pessoal" e de "explorer". Reservei o Waleskas Place em Puerto Jimenez e dali pude fazer todas as tours que deve obrigatoriamente planear em Costa Rica. Mas hoje quero focar-me no tema da semana: Natal. No hotel, fiquei num alojamento duplex com cozinha exterior onde tive o prazer de tomar o pequeno-almoço com alguns dos animais exóticos que comungam connosco a gratidão do dia. Vá, pronto, eu assustei-me com um que tinha um som esquisito, mas habituei-me durante quatro noites com ele. E um sapo verde, com uma mistura de cores inacreditável, que partilhou comigo o quarto. Cada um na sua zona.

Já tarde, em plena véspera de Natal, tinha acabado de chegar do melhor e maior parque de biodiversidade do mundo, molhada pelo oceano Pacífico e pela floresta húmida (rain forest) do Corcovado National Park. Cheguei à hora da "ceia", considerando o horário da Costa Rica. Antes ainda fui molhar os pés no mar agreste da praia que estava a irrisórios metros do meu hotel. Sem calçado e não me lembrando da roupa que envergava… só me recordo de ter colocado uma estrela de Natal numa palmeira.

Depois, comi um prato típico (pinto) e estive uma hora na receção onde, somente ali, poderia ter rede no telemóvel e respondi a algumas das mensagens dos amigos e da família. Tenho uma amiga que ficou assustada com o facto de eu ter decidido passar o Natal sozinha e "na selva" como dizia ela. Ri imenso com a questão, pois só quem lá foi percebe o que é “pura vida” e o bem que isto faz.

Depois, abandonei a rede e o Mundo, fui para o quarto no meio de outra "selva" (o hotel tem uma espécie de floresta incorporada e está mesmo em cima do mar) e preparei-me para dormir. O calor era imenso, portanto os pijamas que nos aconchegam no Natal, ali não tinham lugar. Na minha bagagem eu tinha um pequeno presépio comigo (oferecido por alguém muito próximo) e dispus o mesmo na mesa de cabeceira. Todas as luzes apagadas, alguns pensamentos pairando e adormeci. Quando acordei fui ver o nascer das tartarugas e percebi, até hoje, que mudei imenso e que foi uma das melhores viagens da minha vida.

Bom Natal, guarde um momento para si este ano e pense que viagem "retiro" quer fazer já em 2021.

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