“Este é, de facto, um guia de turismo acessível, mesmo para quem tem dificuldades de locomoção (…), para quem anda de cadeira de rodas, [saber] o que consegue fazer em termos turísticos”, disse à agência Lusa o vereador dos Direitos Sociais da autarquia, João Afonso.

O autarca ressalvou que “a ideia é que todos, mesmo aqueles que não chegam a este limite, mas têm dificuldades motoras, possam beneficiar desta resposta”.

Disponível em português e inglês e em formato de livro de bolso, o guia “Lisboa para todos” reúne em 100 páginas conselhos práticos (sobre questões como o piso e os transportes da cidade) e enumera percursos pedonais recomendados nas zonas de Belém, da Baixa e do Parque das Nações, com a identificação de equipamentos culturais e espaços verdes a visitar, bem como de restaurantes, cafés e outros serviços.

“Identificámos percursos e espaços completamente acessíveis, [onde] qualquer pessoa sem a ajuda de terceiros os pode aceder e outros, que são espaços acessíveis, […] mas aos quais aconselhamos que vão acompanhadas de terceiros, porque torna-se pleno o acesso”, explicou João Afonso. Estes percursos estão assinalados com as cores verde e laranja, respetivamente.

O guia dedica, também, uma parte aos jardins e miradouros de Lisboa. Aí estão, por exemplo, informações sobre os jardins da Estrela e da Cerca da Graça e sobre os miradouros de Santa Catarina (do Adamastor), de São Pedro de Alcântara e das Portas do Sol.

Outro capítulo refere-se aos museus que, em toda a cidade, são considerados acessíveis, como o do Azulejo, do Aljube e a Casa dos Bicos. Acrescem indicações sobre restaurantes e hotéis e sobre ‘tours’.

Para definir estes locais e serviços como acessíveis, a autarquia acautelou se um turista com mobilidade condicionada (por exemplo, em cadeira de rodas ou com carrinho de bebé) consegue entrar no edifício, circular autonomamente no interior, usufruir do serviço e utilizar uma instalação sanitária adaptada.

“Fizemos um inquérito […] para identificar como acessível e depois, nos casos em que achámos necessário, fomos, em parceria com algumas organizações e pessoas com deficiência, experimentar se era mais ou menos acessível”, assinalou o responsável.

No que toca às entidades privadas, “estão [no guia] aquelas que quiseram colaborar”, referiu.

Além de Lisboa, o guia reúne sugestões sobre locais a visitar em Sintra e Cascais (distrito de Lisboa) e ainda na região Centro, em Fátima, Óbidos, Nazaré, Batalha e Alcobaça.

O guia – concretizado no âmbito do Plano de Acessibilidade Pedonal do município – vai ser apresentado às 11:30, na sede da Associação de Turismo de Lisboa, por ocasião do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência que hoje se assinala.

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