Por Liliana Ascensão, líder de viagens na The Wanderlust

Em referência, escrevem: “Apesar do seu pequeno tamanho, o Belize é uma combinação fascinante de culturas e paisagens - um lugar que abraça totalmente as suas raízes centro-americanas e caribenhas, celebra a sua diversidade e se orgulha da sua espetacular beleza natural”. É assim, e aqui ficam 6 argumentos para incluir o Belize na wishlist:

1. A biodiversidade

O Belize conta com uma natureza de beleza avassaladora. Paisagens que nos fazem beliscar-nos e estar agradecidos, casa de jaguares, tubarões-martelo, tartarugas, macacos e tantos outros animais. A sua diversidade é imensa. Cercado pela segunda maior barreira de coral do Mundo, onde fica o Blue Hole, uma falha geológica descoberta por Jaques Costeau, o azul a perder de vista vai do caribe celeste ao índigo dos cenotes, piscinas naturais sagradas. O verde também é permanente, com uma vida selvagem riquíssima em florestas exuberantes.

Biodiversidade no Belize
créditos: Patrícia Campos

2. As pessoas e culturas

O caldeirão cultural que é o Belize é o resultado de ocupação britânica e influência hispânica sobre a população maia, misturando escravos africanos. Há ainda muitos emigrantes chineses e norte-americanos. Os belizenhos podem identificar-se como maias, crioulos, garifunas, menonitas, mestiços, africanos, asiáticos, hispânicos, emigrantes ou como todos ao mesmo tempo, e por isso não descriminam nenhuma cultura ou tradição. São expansivos, coloridos e rítmicos, uns multi tudo, acolhedores e efusivos nas demonstrações de alegria ou de desagrado. São comuns os bate-bocas na rua, porque preferem resolver os assuntos no momento. As interações podem ser tão diversas no Belize, que há um sentimento de viagem permanente, no tempo e no espaço.

Vida cultural
créditos: Liliana Ascensão

3. O estilo de vida

Com uma atitude batalhadora, generalizando, os belizenhos são ao mesmo tempo relaxados e divertidos. Nas ilhas, todos os dias parece ser fim-de-semana e Caio Caulker, uma das mais visitadas, corresponde ao estereótipo de paraíso, para alguns. É uma pequena ilha de ruas de areia em que não circulam carros, só caddys e bicicletas, e onde contar horas é irrelevante. O nascer e pôr-do-sol são momentos importantes, a preocupação é assegurar comida na mesa para esse dia e, a partir daí, é estar agradecido e desfrutar. A natureza é generosa na maior parte dos dias, o que lhes permite ter uma atitude de confiança no futuro. Precisam de pouco, podem viver descalços à beira mar, a contemplar. Alimentam-se com gosto e gostam de música de ritmos quentes. Não raro cumprimentam estranhos com um “Good morning sweety, have a pleasant day!”, só possível por quem está de bem com a vida.

Estilo de vida
créditos: Liliana Ascensão

4. Os sabores de perder a cabeça (e a linha)

As frutas exóticas, como o zapote ou a graviola, as ervas aromáticas e a bagagem gastronómica herdada dos quatro cantos do mundo fazem do tempero belizenho algo incrível. Os belizenhos adoram refeições em grupo e comida tradicional, e dificilmente se encontra um restaurante de fast food, as rainhas da gastronomia são voluptuosas senhoras belizenhas. Como fry jacks ao pequeno-almoço, chilmole ao almoço, um delicioso guisado preto de origem pré-hispânica e uma lagosta grelhada por uns 15€ ao jantar. Parece-te bem?

Gastronomia
Fry jacks, pedaços de massa frita, simples ou recheados, os preferidos ao pequeno-almoço belizenho créditos: Liliana Ascensão

5. Os sítios arqueológicos milenares e inexplorados

Com impressionantes sítios arqueólogos visitáveis, também há muito por explorar e explicar no Belize. O Caracol, uma grande ruína que se crê remontar a 1200 a.C e ter tido 150 000 habitantes, só foi descoberta em 1938. Em 2010, ruínas e fósseis de cadáveres foram descobertos em Cara Blanca, nas 25 cavernas “sagradas”. Com o apoio da National Geographic, os arqueólogos continuam a mergulhar e a explorar as cavernas para desvendar mais informação. Imagina que tropeças numa cidade perdida num dia em que só ias fazer snorkeling e ver uns peixinhos. No Belize essa hipótese não é tão remota assim!

6. É autêntico, quanto baste

Belize
créditos: Liliana Ascensão

Excluindo os norte-americanos que descem dos cruzeiros umas horas, e os que foram fazendo lá os seus quintais de férias – o Leonardo DiCaprio comprou mesmo uma ilha inteira - não há tantos turistas no Belize como na vizinha Riviera Maia. Há vários eco-resorts com a intenção de fomentar um turismo sustentável e, cada vez mais, alojamentos de luxo e super exclusivos, e ofertas para todos os gostos e bolsas. Na parte continental, com exceção de viajantes inveterados e backpackers a caminho da Guatemala ou do México, não se encontra praticamente nenhum turista, o que facilita as interações mais genuínas e livres de tentativas de extorsão. O ideal para encontrar este Belize autêntico é explorar além das ilhas e, citando o Lonely Planet, ir em 2019 para “chegar antes que as multidões o façam”. O país vai ser descoberto pelas massas mais tarde ou mais cedo, e com elas os efeitos inevitáveis, até que se prove o contrário, do boom turístico. É de aproveitar enquanto se pode!

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