O Lido, criado após a Segunda Guerra Mundial, atraiu multidões durante mais de sete décadas com mulheres altas a apresentarem-se quase só com plumas e saltos altos.

Apesar de refrescar os espetáculos e adaptar-se aos novos tempos, o local tem vindo a perder dinheiro há anos, tendo mudado de gerência no fim de 2021.

O novo proprietário, o gigante francês da hotelaria Accor, comunicou esta quinta-feira, a demissão de 157 dos 184 empregados, entre os quais, encontra-se a companhia de ballet, indicaram várias fontes à AFP.

"O Lido terminou. Todo o pessoal artístico, cerca de 60 pessoas saíram", disse uma fonte sindical, que pediu anonimato.

A Accor tem a intenção de transformar o espaço num lugar para outros eventos musicais.

Os bailes de cabaret apareceram pela primeira vez durante a "Belle Époque" francesa, no final do século XIX, quando a capital vivia uma efervescência cultural.

O Moulin Rouge é hoje o cabaret mais popular da cidade, em grande parte devido à publicidade do filme homónimo de Bas Luhrmann em 2001.

O Lido sofreu um duro golpe com a pandemia da COVID-19, quando as restrições obrigaram-no a fechar temporariamente e paralisaram o turismo e as viagens internacionais, o que afastou a principal clientela.

As mudanças na legislação sobre o bem-estar animal também acabaram com a presença de animais exóticos.

O espetáculo passou a ser considerado antiquado com as mudanças no tratamento das mulheres e restrições à nudez.