Recuemos então até 1931, ano em que um grupo de operários que trabalhavam na construção do centro Rockefeller decidiu contrariar o clima de depressão que se vivia na América. Gratos por terem trabalho, decidiram celebrar, na véspera de Natal, com a colocação de uma árvore decorada com coisas velhas e artigos feitos pelas suas famílias. Com este humilde gesto, estavam longe de saber que tinham criado um dos símbolos de Natal mais famosos em todo o mundo.

No ano seguinte não se ergueu nenhuma árvore neste local e só em 1933 o centro Rockefeller decidiu dar continuidade a este gesto, com a primeira inauguração oficial do espectáculo de luzes. A igualmente famosa pista de patinagem no gelo, colocada no mesmo local, surge um pouco mais tarde, em 1936. A partir de 2004 a árvore foi elevada a um outro patamar de glamour com a criação de uma estrela pela marca Swarovski com 25000 cristais e três metros de diâmetro, que decora o seu topo desde então.

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A cerimónia oficial de inauguração, decorre todos os anos entre o final de novembro e o início de dezembro, mantendo-se as luzes ligadas até 7 de janeiro, entre as 17h30 e as 23h30, exceto no último dia do ano, em que as luzes piscam durante 24 horas. A cerimónia oficial é de entrada livre, mas não fiquem tristes se não conseguirem lá estar, pois desde 1951 a NBC transmite este espetáculo, para que todos possam usufruir um pouco desta magia.

Décadas de tradição não são sinónimo de estagnação, e o centro Rockefeller tem sabido adaptar esta tradição ao longo da história e às exigências do mundo atual. Vejamos, por exemplo, o ano de 1944 em que as luzes se mantiveram apagadas devido à II Guerra Mundial. Ou então, o ano de 2007 em que a árvore se tornou mais consciente e solidária, com a substituição de todas as luzes por lâmpadas LED e o aproveitamento da sua madeira para a construção de casas em zonas do globo mais carenciadas, sendo já este o décimo ano em que a árvore fornecerá abrigo a alguém, depois de ter oferecido magia e sonhos a muitos.

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